PAÇOS DE FERREIRA (Portugal): Igreja de São Pedro de Ferreira.

PAÇOS DE FERREIRA (Portugal): Igreja de São Pedro de Ferreira.

A actual igreja não foi começada antes dos finais do século XII. Em 1281, o mosteiro passou para a posse dos Beneditinos, que empreenderam, então, a construção que ainda hoje vemos. Apesar da datação relativamente tardia, e das proporções da sua igreja (que temos de considerar modestas), o conjunto constitui um dos nossos mais interessantes monumentos românicos, em especial pelos referentes regionais artísticos que confluíram no seu estaleiro. A marcha das obras terá sido bastante rápida, não se identificando rupturas no processo construtivo, o que poderá indicar uma situação de desafogo económico pouco comum na época.
Tipologicamente, trata-se de um templo de nave única, segmentado em quatro tramos, com capela-mor mais baixa que o corpo, dotada de duplo tramo, sendo o último semicircular. No exterior, manifesta-se, já, algum requinte construtivo, como o recurso a contrafortes nos pontos de apoio dos tirantes do telhado da nave (situação que se justifica pela sua grande altura), a utilização de bandas lombardas a todo o redor ou a disposição do portal principal, em desenvolvido e saliente gablete.

PAÇOS DE FERREIRA (Portugal): Igreja de São Pedro de Ferreira.

PAÇOS DE FERREIRA (Portugal): Igreja de São Pedro de Ferreira.

Na frontaria destaca-se o portal, aberto num muro anteposto à fachada que, ao lhe acrescentar profundidade, permite a sucessiva reentrância das cinco arquivoltas. Estas são envolvidas exteriormente por um cordão entrançado. Decoradas com lóbulos perfurados, as arquivoltas assentam em oito colunelos cujos capitéis apresentam uma decoração zoofitomórfica e geométrica. O portal revela uma tipologia singular em território nacional, mostrando afinidades com o da fachada sul da catedral de Zamora.

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PAÇOS DE FERREIRA (Portugal): Igreja de São Pedro de Ferreira.

PAÇOS DE FERREIRA (Portugal): Igreja de São Pedro de Ferreira.

Em cada fachada lateral abre-se um portal com três arquivoltas levemente quebradas, capitéis trabalhados e um tímpano liso.

Fontes:

  • Portugal – Património“, Álvaro Duarte de Almeida e Duarte Belo.

GUIMARÃES (Portugal): Padrão do Salado.

Foi erguido no século XIV por iniciativa de Afonso IV de Portugal para comemorar a vitória na Batalha de Salado, em 1340. O soberano participara nesta batalha em apoio ao enteado Afonso XI de Castela, auxiliando-o a defender-se de uma armada muçulmana.
Alpendre de planta quadrangular aberto, constituído por 4 arcos quebrados lavrados, assentes em colunas com capitéis lavrados, encimados pelo escudo Real. Os arcos, sobrepujados por empena, limitam uma cobertura em abóbada de granito. Abriga um cruzeiro assente num soco circular de dois degraus. O cruzeiro policromado representa Cristo Crucificado de um lado e a Virgem Mãe sob baldaquino do outro. Num plano inferior no fuste da Cruz: 4 esculturas, representando São Vicente Apóstolo, São Filipe Mártir, São Torcato e o Anjo da Guarda.

Info:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Padrão_do_Salado
http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=764

PENAFIEL (Portugal): Igreja do Salvador, matriz de Paço de Sousa.

Portal principal da Igreja do Salvador

Portal axial de arco apontado com cinco arquivoltas. O tímpano repousa sobre duas consolas figurando um bovídeo e uma cabeça humana, e possui um círculo central com inscrição, ladeado por dois outros menores, onde estão representados um atlante feminino suportando a Lua e um masculino o Sol.

Fonte:Portugal – Património“, Álvaro Duarte de Almeida e Duarte Belo.

PENAFIEL (Portugal): Igreja do Salvador, matriz de Paço de Sousa.

PENAFIEL (Portugal): Igreja do Salvador, matriz de Paço de Sousa.

O principal mosteiro medieval da bacia do rio Sousa possui uma história rica, que tem o seu início muito antes da construção do edifício que, na atualidade, subsiste. Em 956, uma primeira comunidade familiar foi aqui fundada por D. Tructesindo Galindiz e sua mulher, Animia, sobre os restos do que se pensa ter sido uma uilla romana, mas de que não se detetaram ainda vestígios materiais. Sensivelmente um século depois, o cenóbio foi objecto de grandes reformas, no contexto proto-românico que caracteriza as décadas finais do século XI na diocese de Braga. Em 1088, com a presença solene do bispo D. Pedro, o novo templo foi sagrado.
As dúvidas acerca da cronologia exata a atribuir às diferentes partes do conjunto iniciam-se com essa sagração. Sabemos que, nos inícios do século XII, o mosteiro estava já na posse dos Beneditinos que, com certeza, patrocinaram a construção do atual edifício, mas a data exata desta vasta campanha e, sobretudo, o ritmo das obras não estão, ainda, suficientemente esclarecidos. De acordo com RODRIGUES, 1995, p.244, as obras não se terão iniciado antes de 1166, e prolongaram-se extraordinariamente, avançando lentamente sobre todo o século XIII e entrando, mesmo, no XIV (ALMEIDA, 1986, p.90).

PENAFIEL (Portugal): Igreja do Salvador, matriz de Paço de Sousa.

PENAFIEL (Portugal): Igreja do Salvador, matriz de Paço de Sousa.

O conjunto sofreu alterações nos séculos XI e XIII, com a ampliação da Igreja, e posteriormente nos séculos XVIII e XX.
Na fachada da Igreja apresenta-se o belo portal gótico com cinco arquivoltas e uma célebre rosácea.
À esquerda da imagem pode ver-se a torre sineira adjacente construída durante as obras de restauro no século XX.

info: www.ippar.pt/;

www.guiadacidade.pt/

GUIMARÃES (Portugal): Paço dos Duques de Bragança.

GUIMARÃES (Portugal): Paço dos Duques de Bragança.

Foi mandado construir em 1420 pelo conde de Barcelos, D. Afonso, filho bastardo de D. João I. O desenho do paço inspirou-se fortemente nas grandes casas senhoriais francesas. Entre 1937 e 1959, foi alvo de profundas obras de restauro e reedificação com resultados algo polémicos sobre os critérios adotados relativamente à sua reconstituição.
Atualmente, o paço está convertido em palácio-museu.

 

BRAGA (Portugal): Sé de Braga.

BRAGA (Portugal): Sé de Braga.

O interior da Sé mantém um longínquo carácter medieval, mercê do restauro que a DGEMN efetuou entre as décadas de 30 e 50 do século XX, que amputou grande parte da grandiosidade barroca com que os bispos dos séculos XVII e XVIII dotaram as naves, transepto e cabeceira. A capela-mor foi igualmente despojada do seu retábulo barroco, conservando ainda a abóbada de combados da autoria de João de Castilho, e encomendada pelo bispo D. Diogo de Sousa em 1509.

BRAGA (Portugal): Sé catedral.

BRAGA (Portugal): Sé catedral.

Considerada como um centro de irradiação episcopal e um dos mais importantes templos do românico português, a sua história remonta à obra do primeiro bispo, D. Pedro de Braga (1070), que concebeu um Projeto de peregrinação algo semelhante ao de Santiago de Compostela e de outras igrejas de peregrinação francesas, com três naves, transepto saliente, cabeceira e deambulatório. A edificação foi efetuada num local onde teria existido um antigo culto à deusa Ísis (divindade egípcia) muito venerada pelos romanos.
Após a morte deste prelado, e depois da destruição da catedral, no século XII, pelos adeptos de D. Teresa, o projeto inicial foi abandonado. Por indicação do arcebispo D. Paio Mendes (1118-1137), erigiu-se outro mais reduzido, de planta em cruz latina, formado por: três naves divididas em seis tramos, separados por seis arcos de volta perfeita de cada lado e sustentados por colunas; transepto; e cabeceira com dois absidíolos. As obras foram dirigidas por Nuno Paio. Deste período, são a maior parte dos elementos românicos que hoje ali se podem observar: nave central (mais alta que as laterais); portal principal, cujo tímpano foi destruído na época quinhentista, mas onde subsistem duas arquivoltas decoradas com animais fantásticos e historiadas com passos de gestas medievais, de origem borgonhesa (Canção de Roland e Romance da Raposa); portal lateral (conhecido por Porta do Sol), situado no lado Sul da Catedral, com arcos e capitéis decorados com motivos geométricos e vegetalistas, e modilhões trabalhados com figuras humanas e animalescas. O templo foi erigido segundo os cânones arquitetónicos da Ordem de Cluny, por influência dos prelados S. Geraldo e D. Maurício Burdino, a quem o conde D. Henrique e D. Teresa confiaram a obra.
Em finais de quatrocentos, inícios de quinhentos, e por ordem do arcebispo D. Jorge da Costa, foi acrescentada uma galilé gótica, apoiada por contrafortes, tendo D. Diogo de Sousa, que lhe sucedeu, completado a sua decoração. É dividida por três tramos, a que correspondem três arcos na frontaria, sendo o do centro, bastante mais largo e de volta inteira, e os outros ogivais. Existe ainda outro arco ogival que abre para o lado sul.
Ex-libris da história de Braga, a Sé reúne os estilos arquitetónicos das diversas épocas que atravessou, desde sua sagração em 1093 até hoje. O românico, o gótico (manuelino) e o barroco são os principais elementos de um mosaico estilístico que congrega fascinantes capelas (dos Reis, de S. Geraldo, da Glória) e um excecional tesouro.
Nesta catedral encontram-se os túmulos de Henrique de Borgonha e sua mulher, Teresa de Leão, os condes do Condado Portucalense, pais do rei D. Afonso Henriques.

Fontes:
http://www.guiadacidade.pt/
http://viajar.clix.pt/
http://www.lifecooler.com/
http://www.e-cultura.pt/

PONTE DE LIMA (Portugal): Capela do Anjo da Guarda e ponte Romana / Medieval.

PONTE DE LIMA (Portugal): Capela do Anjo da Guarda e ponte Romana / Medieval.

A capela é um padrão quadrangular de cantaria, abobadado, aberto por três arcos, ostentando embutida na parede do fundo uma antiquíssima figura humana, de granito, que dizem representativa do Anjo da Guarda.

GUIMARÃES (Portugal): Interior da Igreja de São Miguel do Castelo.

GUIMARÃES (Portugal): Interior da Igreja de São Miguel do Castelo.

Trata-se de uma vetusta construção românica, com uma planta formada por dois rectângulos desiguais.
A fachada mostra um portal de volta perfeita e com tímpano liso; duas fiadas de cachorros decoram as cornijas.
Nas paredes abrem-se pequenas frestas de iluminação.
No interior existe uma pia baptismal, onde, segundo a tradição terá sido baptizado D. Afonso Henriques.
O pavimento lageado assenta num cemitério romano-visigótico.

e-cultura.sapo.pt/

PONTE DE LIMA (Portugal): Paço do Marquês.

PONTE DE LIMA (Portugal): Paço do Marquês.

O Paço do Marquês data do séc. XIV/XV (a data provável de construção é 1464), edifício de estilo gótico e manuelino. Foi a residência de D. Leonel de Lima, Senhor que tinha foros no concelho, Alcaide de Ponte de Lima e Visconde de Vila Nova de Cerveira.
D. Leonel de Lima era filho de Fernão Eanes de Limia, fidalgo galego que apoiou D. João I no cerco contra Castela. Foi figura importante entre os fidalgos. D. Afonso V atribuiu-lhe o título de Alcaide- Mor de Ponte de Lima. Com autorização de D. Afonso V, mandou construir o Paço do Marquês para sua residência e deu-lhe a forma de castelo, pois o objetivo era ter forma de defesa na luta contra os castelhanos.
A Antiga Alcaidaria-Mor funciona atualmente como posto de informação turística e, simultaneamente, mostra e venda de artesanato. Incorpora, ainda, um núcleo museológico.

info: www.pontedelima.com/

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