Portal sul do Mosteiro dos Jerónimos

LISBOA (Portugal): Portal sul do Mosteiro dos Jerónimos
LISBOA (Portugal): Portal sul do Mosteiro dos Jerónimos

A meio da fachada sul, voltada para o Tejo, rasga-se o belo pórtico de João de Castilho, estruturado ao modo de monumental relicário de ourivesaria, sobrepujado pela estátua da Virgem de Belém e o Arcanjo S. Miguel, e decorado com esculturas dos Apóstolos, Profetas, Doutores da Igreja, Sibilas e anjos. No registo inferior, ao centro do mainel que divide a porta, uma estátua do Infante D. Henrique. O portal é ladeado por dois janelões de arco redondo.

Fonte: IGESPAR

Torre de menagem do Castelo de Montalegre

MONTALEGRE (Portugal): Torre de menagem.
MONTALEGRE (Portugal): Torre de menagem.

A torre de menagem, a norte, em estilo gótico, ergue-se a 27 metros de altura, coroada por balcões de matacães, mísulas e ameias pentagonais. É coberta por um telhado circundado por um caminho de ronda, as fachadas são cortadas por seteiras estreitas e desalinhadas e no andar superior tem quatro balcões de perfil curvo nos ângulos. O espaço interior da torre de menagem é composto por quatro pisos, correspondendo o primeiro à entrada, com pavimento em granito e escadas em madeira para aceder ao segundo piso, coberto por uma abóbada. O terceiro piso apresenta pavimento em granito e uma escada de acesso parcialmente embutida no piso anterior. O quarto e último piso apresenta corredores de acesso aos sete balcões e um alçapão para aceder ao caminho de ronda.

Castelo de Montalegre

MONTALEGRE (Portugal): Castelo de Montalegre
MONTALEGRE (Portugal): Castelo de Montalegre

O castelo de Montalegre encontra-se situado num local outrora habitado sucessivamente por lusitanos, romanos, suevos e visigodos. Foi edificado no séc. XIII e reedificado em 1331 e conserva, das obras do tempo de D. Afonso IV, a Torre de Menagem. Esta torre, de 27 m de altura, encontra-se rematada por ameias pentagonais e o andar superior está rodeado de matacães e mísulas alongadas.
As preocupações com esta fortificação justificavam-se com a necessidade de defesa da fronteira, do reino de Portugal, de que esta região fez parte a partir da independência e que ao longo de séculos foi ameaçada por Castela.
Por volta de 1385, o castelo foi submetido pelas forças de D. João I, que o doou ao Condestável, D. Nuno Álvares Pereira. Depois de 1640, com a Guerra da Restauração da independência portuguesa a estrutura defensiva foi modernizada para utilizar artilharia.

Detalhe do portal principal da Sé de Évora

ÉVORA (Portugal): Detalhe do portal principal.
ÉVORA (Portugal): Detalhe do portal principal.

O portal principal é já da década de 30 do século XIV, e constitui um dos mais impressionantes portais góticos portugueses, com um Apostolado em escultura de vulto da autoria de Mestre Pêro (de Coimbra), o principal nome da escultura gótica trecentista no nosso país.

Transepto da Sé de Évora

ÉVORA (Portugal): Transepto da Sé de Évora.
ÉVORA (Portugal): Transepto da Sé de Évora.

A Sé de Évora é considerada um edifício de estilo Românico-Gótico, ou ainda de estilo Gótico Nacional com influência cistercense e mendicante. A sua construção foi inspirada no modelo da Sé de Lisboa e em Catedrais estrangeiras, nomeadamente espanholas e francesas, revelando-se de grande importância, não apenas como ponto terminal de Românico e inicial do Gótico, mas sobretudo pela variedade de soluções de transição empregues. Teve como principais arquitectos ou mestres-de-obras Domingos Pires, entre 1280 e 1303, e Martim Domingues, responsável pelo término da construção, entre 1304 e 1334, época da construção do claustro e do pórtico da entrada principal.
As três naves são cortadas pelo transepto de cerca de 32 m de comprimento e 6,70 m de largura. No andar superior, ao longo dos dois lados da nave central e pelo transepto, corre o trifório (galeria estreita aberta sobre o andar das arcadas ou sobre o andar das tribunas nas igrejas medievais), composto por cinco arcos em cada tramo, assentes em pequenas colunas com capitéis de decoração toscana.

Interior da Sé de Évora

ÉVORA (Portugal): Interior da nave Central da Sé Catedral de Évora.
ÉVORA (Portugal): Interior da nave Central da Sé Catedral de Évora.

A Sé de Évora é a maior Catedral medieval do país. A um primitivo templo construído entre 1186 e os primeiros anos do século XIII, sucedeu-se o grandioso monumento que hoje existe, resultado essencialmente de duas notáveis campanhas da Baixa Idade Média.
Sob o dinâmico impulso do bispo D. Durando Pais, aquela modesta igreja sagrada por D. Soeiro em 1204 foi demolida para dar lugar a uma ambiciosa Catedral, sem paralelo no restante panorama nacional. Os modelos inspiradores desta nova Sé foram amplamente estudados por Mário Tavares Chicó em meados do século passado e revelam a importância desta construção não apenas como ponto terminal do Românico e inicial do Gótico, mas, sobretudo, pela variedade de soluções de transição empregues.
No interior temos três naves, a central larga e muito elevada, as laterais baixas e estreitas; sete tramos rectangulares definidos pelos poderosos pilares que levantam os arcos torais sobre os quais repousa a abóbada de berço de arco quebrado; esguias colunas de fuste contínuo, a romperem de simples plintos de duas ordens paralelepipédicas, recebem a descarga em capitéis, com enrolamentos de folha de cardo, e marcam, até metade da altura, os pilares sobre os quais descarregam os amplos arcos quebrados, de duas arquivoltas, dos vãos que se rasgam para as naves laterais; dez colunelos, dois torais e quatro das arquivoltas de cada arco rasgado sobre as laterais, embebem-se então nos pilares, poliedros compósitos de planta octogonal, conseguida pela inscrição de um quadrado sobre dois rectângulos perpendiculares e secantes; trifório contínuo acompanhando os braços do transepto, abrindo-se em varandins de quádruplo mainel e arcos de volta perfeita, com fortes e atarracados colunelos de baixos capitéis fitomórficos; naves laterais de seis tramos, cobertas de abóbadas de arestas de ogivas e arcos torais descarregando nos pilares centrais e em colunelos embebidos nas empenas laterais; estas são rasgadas por amplas e profundas frestas de arco redondo.

Fontes:

Igreja de São João Baptista

VILA DO CONDE (Portugal): Igreja de São João Baptista, matriz de Vila do Conde.
VILA DO CONDE (Portugal): Igreja de São João Baptista, matriz de Vila do Conde.

Cerca de 1496 foi ordenado que se edificasse uma nova igreja no Campo de São Sebastião, cuja obra ficou a cargo do mestre biscainho João Rianho.
Durante a sua peregrinação a Santiago de Compostela em 1502, D. Manuel I ficou hospedado em Vila do Conde, e no regresso da viagem enviou uma carta para a edilidade local onde concedia financiamento à obra e enviava uma planta com a traça do novo templo.
De planta em cruz latina, composta por três naves de diferentes alturas e cabeceira tripla, a Matriz de Vila do Conde repete o módulo das hallenkirchen manuelinas, de que fazem parte, entre outros, os templos de Freixo de Espada à Cinta, Arronches, ou Azurara (LEITE, 2005, pp. 103-104).
O grandioso portal axial trilobado, obra de João de Castilho, profusamente ornamentado, ladeado por contrafortes e pináculos com cogulhos vegetalistas, dá “um novo tom à edificação” manuelina, sendo o seu modelo repetido no templo de Azuaga, perto de Badajoz (PEREIRA, 1995, pp. 67-68).
Do lado esquerdo da fachada, João Lopes o Moço ergueu em 1573 a torre sineira quadrangular (REIS, 2000, p. 166), cuja maciça estrutura pouco ornamentada e excessivamente vertical sobressai no ritmo da frontaria.

Fonte: IGESPAR

Mosteiro de Pombeiro

FELGUEIRAS (Portugal): Mosteiro de Pombeiro
FELGUEIRAS (Portugal): Mosteiro de Pombeiro

O famoso mosteiro beneditino de Pombeiro conta já com mais de um milénio de história, pois já existia em 853 e perdurou até à extinção das ordens religiosas pelos liberais em 1834. A igreja mantém fundamentalmente a estrutura românica (século XII), embora profundamente alterada nos séculos XVII e XVIII. O grandioso pórtico românico, com cinco arquivoltas e dez capitéis historiados, está encimado por uma rosácea, ornada de círculos tangentes ao grande círculo central, e flanqueado por torres que datam da reconstrução barroca.
Das antigas instalações restam hoje a igreja e duas moradias.

Esculturas da fachada de Nossa Senhora da Oliveira

GUIMARÃES (Portugal): Esculturas da fachada de Nossa Senhora da Oliveira.
GUIMARÃES (Portugal): Esculturas da fachada de Nossa Senhora da Oliveira.

Esculturas da fachada de Nossa Senhora da Oliveira a encimar o portal, onde assenta o janelão cego, em pedra de Ançã, com cinco arquivoltas decoradas por círculos enlaçados e anjos coroados por baldaquinos rendilhados que servem simultaneamente de mísula à figura seguinte, sobre pé direito com duas ordens de três estátuas, de cada lado, inscritas em nichos de arco trilobado com gablete e alfiz decorado. Na primeira ordem, figuras de corpo inteiro encimadas por cabeças humanas e, na segunda, bustos de frades e anjos segurando livros com inscrições.

Portal principal da igreja de Santiago

COIMBRA (Portugal): Portal principal da igreja de Santiago.
COIMBRA (Portugal): Portal principal da igreja de Santiago.

O portal principal, de quatro arquivoltas, contou com a participação de artistas de alta capacidade artística junto a outros de menor talento. Aqui os capitéis contém vários motivos, tanto vegetalistas como animais, alguns derivados da Sé Velha de Coimbra, como o motivo das aves enfrentadas. As colunas do portal principal são também profusamente decoradas com relevos geométricos em forma de espiral e motivos vegetalistas.