GUIMARÃES (Portugal): Castelo de Guimarães

GUIMARÃES (Portugal): Castelo de Guimarães

A construção primitiva, possivelmente em terra e madeira, foi edificada entre 959 e 968, pela condessa Mumadona viúva do conde Hermenegildo Mendes, para proteger o seu mosteiro e a povoação local das invasões normandas. Mais tarde, o conde D. Henrique remodelou o castelo, em cuja alcáçova terá nascido D. Afonso Henriques, 1º rei de Portugal.
Da história deste castelo fazem parte vários cercos, como o efectuado pelos castelhanos no reinado de D. Fernando I, suportado vitoriosamente pelos sitiados, e durante a crise de 1385, em que demorou a rendição desta praça a D. João I.
O castelo é constituído pela imponente Torre de Menagem, que atinge 27 metros de altura, construída no tempo do primeiro monarca, e por oito torres quadrangulares que no seu conjunto rodeiam aquela torre, protegem os panos de muralha e flanqueiam as entradas. A muralha ameada apresenta uma planta aproximadamente pentagonal. Parte destas obras deverão ser do tempo de D. Fernando.

Fonte: http://www.e-cultura.pt/

PONTE DE LIMA (Portugal): Igreja Matriz.

PONTE DE LIMA (Portugal): Igreja Matriz.

Antes do atual edifício paroquial de Ponte Lima, outro existiu, de prováveis raízes românicas (edificado pelos séculos XII-XIII) e de estrutura modesta, com apenas uma nave, a que Carlos Alberto Ferreira de Almeida atribuiu o registo inferior da fachada principal, incluindo o portal (ALMEIDA, 1978, vol. 2, p.253 e 1987, p.102). É um facto que existem grandes diferenças estéticas entre os elementos que compõem a fachada principal, mas não estamos ainda em condições de atribuir o portal a essa época tão recuada, para mais sabendo-se como o Gótico foi destituído de rasgos monumentais no Norte do país, fazendo da sobriedade e do arcaísmo estilístico um valor artístico de primeira importância.
A igreja que hoje conhecemos data de meados do século XV. Em 1444, nas Cortes de Évora, os procuradores de Ponte de Lima declararam que a Igreia uelha era tam pequena Em que nom podiamos caber (ANDRADE, 1990, p.59, nota 67). O facto de, aqui, se utilizar uma forma verbal do passado, faz supor que a construção do novo templo se havia já iniciado. Os recursos financeiros foram proporcionados por D. João I e pelo regente D. Pedro e a empreitada prolongou-se até à década de 50.
Desconhecemos ainda como teria sido o projeto quatrocentista do conjunto, uma vez que foram muitos os acrescentos posteriores verificados. Uma interpretação veiculada nos anos 70 do século XX dá conta da possibilidade de ter existido uma reformulação do projeto, sensivelmente um século depois de concluído. Segundo essa perspetiva, a campanha quatrocentista havia edificado uma igreja de nave única – a que corresponde o portal -, e só a partir de meados do século XVI se deu corpo à estrutura tripartida que ainda hoje existe (Inventário, 1974, p.2).
Fosse como fosse, o certo é que a renovada Matriz de Ponte de Lima ocupa um lugar relativamente marginal na evolução do estilo Gótico em Portugal. O portal é de quatro arquivoltas reentrantes, uma delas decorada com semiesferas (um motivo que pode bem corresponder ao século XV). Os capitéis, por seu turno, são maioritariamente vegetalistas, de folhagem muito presa ao campo escultórico e elementos tratados sumariamente. A rosácea radiante é, como se verá, um produto do restauro.

info: www.igespar.pt/

FELGUEIRAS (Portugal): Igreja de Santa Maria (matriz de Airães).

FELGUEIRAS (Portugal): Igreja de Santa Maria (matriz de Airães).

O pórtico, inserido num corpo avançado em gablete, apresenta quatro arquivoltas de arestas vivas e colunelos de capitéis e bases decorados, com fustes lisos, cilíndricos os interiores e os intermédios, prismáticos os exteriores.
As colunas apresentam bases decoradas com círculos, losangos e elementos vegetalistas, complementadas com garras e máscaras, fustes redondos à exceção de um, prismático, ornamentado com máscaras e capitéis, com padrões comuns à bacia do Sousa, com decoração de inspiração vegetalista, nomeadamente cogulhos, acantos e entrançados, já de feição protogótica.

 

FELGUEIRAS (Portugal): Igreja de Santa Maria (matriz de Airães).

FELGUEIRAS (Portugal): Igreja de Santa Maria (matriz de Airães).

A sua fundação remonta ao século X. Tem origem românica, de que conserva o seu principal prospecto, tendo sofrido alterações nos séculos XVII e XIX. O portal principal e a capela-mor são os mais significativos elementos medievais subsistentes.
O pórtico, inserido num corpo avançado em gablete, apresenta quatro arquivoltas de arestas vivas e colunelos de capitéis e bases decorados, com fustes lisos, cilíndricos os interiores e os intermédios, prismáticos os exteriores.

SALAMANCA (Espanha): Fachada do Pátio das Escolas.

SALAMANCA (Espanha): Fachada do Pátio das Escolas.

A fachada das Escolas Maiores está dividida em três corpos:
O primeiro contém o medalhão dos Reis Católicos que empunham o mesmo cetro. Sobre as suas cabeças temos o jugo de Fernando e as flechas de Isabel. O segundo contém, no centro, o escudo de Carlos V, rematado com uma cruz sobre uma coroa. À direita a águia de São João e dos Reis Católicos, à esquerda a águia bicéfala do Império. No terceiro corpo há uma capelinha.
A sua construção foi dedicada aos Reis Fernando e Isabel em 1534.

SALAMANCA (Espanha) - Fachada da Catedral.

SALAMANCA (Espanha) - Fachada da Catedral.

A fachada principal é muito profusa em detalhes em que se destacam as principais cenas do Nascimento e da Epifania. No alto vê-se Cristo crucificado, flanqueado pelas figuras de Pedro e Paulo.

SALAMANCA (Espanha): Vista noturna da Catedral "Nova".

SALAMANCA (Espanha): Vista noturna da Catedral "Nova".

Iniciou-se a construção da Catedral Nova, adossada à Velha, em 1513 e só foi inaugurada em 1733. Assim, a sua construção iniciou-se em estilo gótico e apesar de manter alguma unidade estilística sofreu influências de outros estilos como o renascentista e barroco.
Esta catedral é, conjuntamente com a de Segóvia, uma das últimas catedrais em estilo gótico que se construíram em Espanha.
A planta mantém uma uniformidade gótica como se pode ver na presença exterior de arcobotantes e contrafortes e, no interior, o alçado das naves.

FELGUEIRAS (Portugal): Igreja do Salvador (matriz de Unhão)

FELGUEIRAS (Portugal): Igreja do Salvador (matriz de Unhão)

O portal tem colunelos de fustes cilíndricos e oitavados com capitéis e bases decorados com motivos vegetalistas (Séc. XII).

FELGUEIRAS (Portugal): Igreja do Salvador (matriz de Unhão).

FELGUEIRAS (Portugal): Igreja do Salvador (matriz de Unhão).

O portal apresenta quatro arquivoltas lisas de arco perfeito apoiadas em colunelos de fustes cilíndricos e oitavados com capitéis e bases decorados. O tímpano é vazado, formando uma cruz. A arquivolta exterior é emoldurada por um arco com decoração enxaquetada.

FELGUEIRAS (Portugal): Igreja do Salvador, matriz de Unhão

FELGUEIRAS (Portugal): Igreja do Salvador, matriz de Unhão

Unhão é um importante templo do Vale do Sousa, que deflecte bem a importância e o alcance do processo de povoamento desta região em pleno século XIII. Um primitivo templo foi sagrado pelo Bispo de Braga em 1165, mas o que hoje podemos observar corresponde certamente a uma reforma posterior verificada nas primeiras décadas do século XIII – ou a um continuado e lento processo edificador iniciado nesse ano de 1165?
É um templo de modestas proporções, de nave única e capela-mor retangular, fachada principal, orientada a Oeste, em empena truncada, coroada por pináculos e cruz sobre base decorada ao centro cujo principal motivo de interesse reside no seu portal principal. Este é inscrito em gablete e compõe-se de quatro arquivoltas de arco de volta perfeita, decoradas com motivos geométricos e vegetalistas (a exterior em forma de moldura de enxaquetados), que enquadram um tímpano preenchido com a típica cruz de malta, envolvida por cordagens entrelaçadas, vazada de tradição bracarense.

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