Gárgula na catedral de Burgos

BURGOS (Espanha): Gárgula na catedral
BURGOS (Espanha): Gárgula na catedral

As gárgulas, na arquitetura, são desaguadouros, ou seja, são a parte saliente das calhas de telhados que se destina a escoar águas pluviais a certa distância da parede e que, especialmente na Idade Média, eram ornadas com figuras monstruosas, humanas ou animalescas, comummente presentes na arquitetura gótica. O termo tem origem no francês gargouille, que vem de gargalo ou garganta, em Latim gurgulio, gula.

Fonte: Wikipedia

Galeria dos Reis na catedral de Burgos

BURGOS (Espanha): Galeria dos Reis na fachada principal da Catedral.
BURGOS (Espanha): Galeria dos Reis na fachada principal da Catedral.

A “Galeria dos Reis”, situada por cima da rosácea da fachada principal, mostra-nos oito estátuas de reis coroados, de grande riqueza escultórica. Estes, estão enquadrados por arcos agudos com quadrifólios.
As opiniões dividem-se sobre quem representam estas figuras. Alguns autores identificam-nos como reis castelhanos, anteriores a Fernando III, o Santo. Outros, relacionam-nos com figuras bíblicas ligadas à Virgem Maria.

Tímpano da catedral de Tui

TUI (Espanha): Timpano da catedral
TUI (Espanha): Timpano da catedral

Situado na fachada oeste, com iconografia de meados do século XIII. Tem oito pares de colunas com estátuas de São João, São Pedro, Isaías, Moisés, Daniel, Jeremias (ou talvez Berenguela) e Fernando I (ou Fernando II) e Urraca de Portugal.

No tímpano desta fachada podem ser contempladas as seguintes cenas:

* Adoração dos Pastores (num plano inferior).
* No centro, os Reis Magos levam presentes a Jesus.
* Representação da Jerusalém celeste.

Fonte: Wikipedia

Arca-Relicário dos Mártires de Marrocos

COIMBRA (Portugal): Arca-Relicário dos Mártires de Marrocos Séc. XIII-XIV
COIMBRA (Portugal): Arca-Relicário dos Mártires de Marrocos Séc. XIII-XIV

Exemplo de escultura tumular, esta arca abre o capítulo da escultura gótica, constituindo o mais antigo documento iconográfico que testemunha o culto aos cinco mártires franciscanos. Foi executada para o Mosteiro de Lorvão, para acolher uma relíquia daqueles santos, concedida pelo monarca à Infanta D. Sancha.
Destinada a ser embutida em arcossólio, apresenta apenas trabalhado um lado, formando seis edículas para albergar os cinco mártires e o monarca de Marrocos.

A fotografia foi tirada em 2003, na exposição “Escultura de Coimbra: do Gótico ao Maneirismo“, no âmbito de “Coimbra – Capital Nacional da Cultura 2003“.

Actualmente, encontra-se no Museu Nacional de Machado de Castro.

Estátua de cavaleiro

COIMBRA (Portugal): Estátua de cavaleiro.
COIMBRA (Portugal): Estátua de cavaleiro.

Escultura do século XIV, em calcário, com as armas heráldicas representadas no escudo, evocando simultâneamente a função guerreira da nobreza e a identidade da respectiva linhagem.

O cavaleiro representa Domingos Joanes, sepultado na Capela dos Ferreiros, como testemunham os atributos militares – elmo, cota de malha, escudo de armas e espada, sapatos de bico e esporas – e heráldicos – escudo de azul, com aspa de prata acompanhada de quatro flores-de-lis de ouro – que ostenta. A exaltação dos valores militares integra-se num contexto funerário, associando o cavaleiro a uma dimensão religiosa, bem característica da espiritualidade medieval.

A fotografia foi tirada em 2003, na exposição “Escultura de Coimbra: do Gótico ao Maneirismo“, no âmbito de “Coimbra – Capital Nacional da Cultura 2003“.

Actualmente, encontra-se no Museu Nacional de Machado de Castro.

Colunelos e capitéis da Igreja matriz de Barcelos

BARCELOS (Portugal): Colunelos e capitéis da Igreja de Santa Maria Maior, matriz de Barcelos.
BARCELOS (Portugal): Colunelos e capitéis da Igreja de Santa Maria Maior, matriz de Barcelos.

Apesar do aspecto geral românico, a matriz barcelense deve inserir-se já no período gótico, como o portal principal bem o evidencia. Portal axial profundo inserido em alfiz, precedido por escadaria que se desenvolve entre os contrafortes, em arco quebrado enquadrado por cinco arquivoltas quebradas e decoradas, assentes em impostas também decoradas. São suportadas por finos colunelos, redondos e prismáticos, à excepção da exterior que repousa sobre imposta, com bases e capitéis decorados com motivos fitomórficos e zoomórficos.

Detalhe do portal principal da Sé de Évora

ÉVORA (Portugal): Detalhe do portal principal.
ÉVORA (Portugal): Detalhe do portal principal.

O portal principal é já da década de 30 do século XIV, e constitui um dos mais impressionantes portais góticos portugueses, com um Apostolado em escultura de vulto da autoria de Mestre Pêro (de Coimbra), o principal nome da escultura gótica trecentista no nosso país.

Esculturas da fachada de Nossa Senhora da Oliveira

GUIMARÃES (Portugal): Esculturas da fachada de Nossa Senhora da Oliveira.
GUIMARÃES (Portugal): Esculturas da fachada de Nossa Senhora da Oliveira.

Esculturas da fachada de Nossa Senhora da Oliveira a encimar o portal, onde assenta o janelão cego, em pedra de Ançã, com cinco arquivoltas decoradas por círculos enlaçados e anjos coroados por baldaquinos rendilhados que servem simultaneamente de mísula à figura seguinte, sobre pé direito com duas ordens de três estátuas, de cada lado, inscritas em nichos de arco trilobado com gablete e alfiz decorado. Na primeira ordem, figuras de corpo inteiro encimadas por cabeças humanas e, na segunda, bustos de frades e anjos segurando livros com inscrições.