Agnus Dei da Igreja Românica de Arões de S. Romão

Agnus Dei da Igreja Românica de Arões de S. Romão
Agnus Dei da Igreja Românica de Arões de S. Romão
FAFE (Portugal): Entrada da Igreja Românica de Arões de S. Romão (Séc. XIII)
FAFE (Portugal): Entrada da Igreja Românica de Arões de S. Romão (Séc. XIII)

No tímpano é visível o Agnus Dei (Cordeiro de Deus). É uma expressão utilizada no cristianismo para se referir a Jesus Cristo, identificado como o salvador da humanidade, ao ter sido sacrificado em resgate pelo pecado original. Na arte e na simbologia icónica cristã, é frequentemente representado por um cordeiro com uma cruz (como se pode ver na fotografia). A expressão aparece no Novo Testamento, principalmente no Evangelho de João, onde João Baptista diz de Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo” (João, 1:29).

Fonte: Wikipedia

Igreja de São Romão de Arões

FAFE (Portugal): Igreja de São Romão de Arões
FAFE (Portugal): Igreja de São Romão de Arões

Templo do séc. XIII, com planta composta por nave única e capela-mor rectangulares. A fachada principal é muito simples com sineira lateral de duas campanas. Apresenta um portal axial com um Agnus Dei no tímpano encimado por fresta. No tímpano do portal lateral S. apresenta uma inscrição onde se diz que a igreja foi consagrada pelo arcebispo de Braga, D. Silvestre, sendo abade D. Gomes, no ano de 1237.

Transepto da Sé de Évora

ÉVORA (Portugal): Transepto da Sé de Évora.
ÉVORA (Portugal): Transepto da Sé de Évora.

A Sé de Évora é considerada um edifício de estilo Românico-Gótico, ou ainda de estilo Gótico Nacional com influência cistercense e mendicante. A sua construção foi inspirada no modelo da Sé de Lisboa e em Catedrais estrangeiras, nomeadamente espanholas e francesas, revelando-se de grande importância, não apenas como ponto terminal de Românico e inicial do Gótico, mas sobretudo pela variedade de soluções de transição empregues. Teve como principais arquitectos ou mestres-de-obras Domingos Pires, entre 1280 e 1303, e Martim Domingues, responsável pelo término da construção, entre 1304 e 1334, época da construção do claustro e do pórtico da entrada principal.
As três naves são cortadas pelo transepto de cerca de 32 m de comprimento e 6,70 m de largura. No andar superior, ao longo dos dois lados da nave central e pelo transepto, corre o trifório (galeria estreita aberta sobre o andar das arcadas ou sobre o andar das tribunas nas igrejas medievais), composto por cinco arcos em cada tramo, assentes em pequenas colunas com capitéis de decoração toscana.

Interior da Sé de Évora

ÉVORA (Portugal): Interior da nave Central da Sé Catedral de Évora.
ÉVORA (Portugal): Interior da nave Central da Sé Catedral de Évora.

A Sé de Évora é a maior Catedral medieval do país. A um primitivo templo construído entre 1186 e os primeiros anos do século XIII, sucedeu-se o grandioso monumento que hoje existe, resultado essencialmente de duas notáveis campanhas da Baixa Idade Média.
Sob o dinâmico impulso do bispo D. Durando Pais, aquela modesta igreja sagrada por D. Soeiro em 1204 foi demolida para dar lugar a uma ambiciosa Catedral, sem paralelo no restante panorama nacional. Os modelos inspiradores desta nova Sé foram amplamente estudados por Mário Tavares Chicó em meados do século passado e revelam a importância desta construção não apenas como ponto terminal do Românico e inicial do Gótico, mas, sobretudo, pela variedade de soluções de transição empregues.
No interior temos três naves, a central larga e muito elevada, as laterais baixas e estreitas; sete tramos rectangulares definidos pelos poderosos pilares que levantam os arcos torais sobre os quais repousa a abóbada de berço de arco quebrado; esguias colunas de fuste contínuo, a romperem de simples plintos de duas ordens paralelepipédicas, recebem a descarga em capitéis, com enrolamentos de folha de cardo, e marcam, até metade da altura, os pilares sobre os quais descarregam os amplos arcos quebrados, de duas arquivoltas, dos vãos que se rasgam para as naves laterais; dez colunelos, dois torais e quatro das arquivoltas de cada arco rasgado sobre as laterais, embebem-se então nos pilares, poliedros compósitos de planta octogonal, conseguida pela inscrição de um quadrado sobre dois rectângulos perpendiculares e secantes; trifório contínuo acompanhando os braços do transepto, abrindo-se em varandins de quádruplo mainel e arcos de volta perfeita, com fortes e atarracados colunelos de baixos capitéis fitomórficos; naves laterais de seis tramos, cobertas de abóbadas de arestas de ogivas e arcos torais descarregando nos pilares centrais e em colunelos embebidos nas empenas laterais; estas são rasgadas por amplas e profundas frestas de arco redondo.

Fontes:

Mosteiro de Pombeiro

FELGUEIRAS (Portugal): Mosteiro de Pombeiro
FELGUEIRAS (Portugal): Mosteiro de Pombeiro

O famoso mosteiro beneditino de Pombeiro conta já com mais de um milénio de história, pois já existia em 853 e perdurou até à extinção das ordens religiosas pelos liberais em 1834. A igreja mantém fundamentalmente a estrutura românica (século XII), embora profundamente alterada nos séculos XVII e XVIII. O grandioso pórtico românico, com cinco arquivoltas e dez capitéis historiados, está encimado por uma rosácea, ornada de círculos tangentes ao grande círculo central, e flanqueado por torres que datam da reconstrução barroca.
Das antigas instalações restam hoje a igreja e duas moradias.

Portal principal da igreja de Santiago

COIMBRA (Portugal): Portal principal da igreja de Santiago.
COIMBRA (Portugal): Portal principal da igreja de Santiago.

O portal principal, de quatro arquivoltas, contou com a participação de artistas de alta capacidade artística junto a outros de menor talento. Aqui os capitéis contém vários motivos, tanto vegetalistas como animais, alguns derivados da Sé Velha de Coimbra, como o motivo das aves enfrentadas. As colunas do portal principal são também profusamente decoradas com relevos geométricos em forma de espiral e motivos vegetalistas.

Mosteiro de Santa Cruz

COIMBRA (Portugal): Mosteiro de Santa Cruz
COIMBRA (Portugal): Mosteiro de Santa Cruz

A construção do Mosteiro de Santa Cruz teve início em 1131, sendo a primeira escola de estudos superiores em Portugal. Todavia, o templo actual é uma construção manuelina iniciada no século XVI. Nele trabalharam alguns dos melhores artistas da época: Boytaca, João de Ruão, Filipe Hodart, Nicolau Chanterenne, entre outros. Aqui estão sepultados os dois primeiros Reis de Portugal. O interior da igreja é de uma só nave, com quatro tramos.

Catedral de Santiago de Compostela

Catedral de Santiago de Compostela
Santiago de Compostela (Espanha): Catedral

A catedral da cidade espanhola de Santiago de Compostela fundada no período medieval é conhecida por toda a Cristandade europeia como um local de peregrinação onde se encontra sepultado o apóstolo Santiago. Desde os tempos da sua fundação, antes do ano Mil, o santuário originou uma peregrinação anual mantida ainda nos nossos dias, em torno da visita das relíquias do apóstolo.
A sua fundação ter-se-á dado no século IX, embora o edifício românico só se tenha começado a construir no século XI(1075), tendo as obras sido prolongadas até ao século XII (1168). Registaram-se depois, nos séculos séculos XVI-XVIII, intervenções na igreja, daí a sua fachada barroca actual.
Com as torres barrocas gémeas elevando-se sobre a cidade, este monumento a Santiago é uma visão majestosa, digna de um dos maiores santuários da cristandade.