SALAMANCA (Espanha): Fachada do Pátio das Escolas.

SALAMANCA (Espanha): Fachada do Pátio das Escolas.

A fachada das Escolas Maiores está dividida em três corpos:
O primeiro contém o medalhão dos Reis Católicos que empunham o mesmo cetro. Sobre as suas cabeças temos o jugo de Fernando e as flechas de Isabel. O segundo contém, no centro, o escudo de Carlos V, rematado com uma cruz sobre uma coroa. À direita a águia de São João e dos Reis Católicos, à esquerda a águia bicéfala do Império. No terceiro corpo há uma capelinha.
A sua construção foi dedicada aos Reis Fernando e Isabel em 1534.

SALAMANCA (Espanha) - Fachada da Catedral.

SALAMANCA (Espanha) - Fachada da Catedral.

A fachada principal é muito profusa em detalhes em que se destacam as principais cenas do Nascimento e da Epifania. No alto vê-se Cristo crucificado, flanqueado pelas figuras de Pedro e Paulo.

SALAMANCA (Espanha): Vista noturna da Catedral "Nova".

SALAMANCA (Espanha): Vista noturna da Catedral "Nova".

Iniciou-se a construção da Catedral Nova, adossada à Velha, em 1513 e só foi inaugurada em 1733. Assim, a sua construção iniciou-se em estilo gótico e apesar de manter alguma unidade estilística sofreu influências de outros estilos como o renascentista e barroco.
Esta catedral é, conjuntamente com a de Segóvia, uma das últimas catedrais em estilo gótico que se construíram em Espanha.
A planta mantém uma uniformidade gótica como se pode ver na presença exterior de arcobotantes e contrafortes e, no interior, o alçado das naves.

ÁVILA (Espanha): Tímpano do portal dos apóstolos da catedral.

ÁVILA (Espanha): Tímpano do portal dos apóstolos da catedral.

No tímpano do chamado portal dos Apóstolos, da catedral de Ávila, representa-se o Pantocrator como tema central, dentro da mandorla, com duas filas de anjos nos lados, guardadores do Senhor e carregando os símbolos da Paixão. O tímpano encerra com a coroação da Virgem, sendo o próprio Cristo encarregado de colocar a coroa na Mãe. As figuras do dintel representam cenas de difícil interpretação (reconhece-se o Lavatório e a cena de Cristo em casa de Leví). As arquivoltas estão preenchidas com os anciãos do Apocalipse, santos a ler, a ressurreição dos mortos, composições protagonizadas por demónios, monjas e eclesiásticos.
Nas jambas representam-se os apóstolos (seis de cada lado).

ÁVILA (Espanha): Catedral do Salvador.

ÁVILA (Espanha): Catedral do Salvador.

A Catedral do Salvador de Ávila é considerada como a primeira catedral gótica da Espanha.
Tem influências francesas e certa semelhança com a Basílica de Saint-Denis, a primeira igreja gótica.
Foi projetada como fortaleza e como templo, sendo sua abside um dos cubos da muralha.
Não se sabe, com precisão, quando foi começada a construção. Uns apontam para 1091, por cima das ruínas da igreja de S. Salvador, destruída pelos ataques muçulmanos, outros apontam apenas para o século XII. Sabe-se que o autor da abside foi Fruchel.

TOLEDO (Espanha): Claustro da Catedral.

TOLEDO (Espanha): Claustro da Catedral.

O claustro foi construído no antigo bairro judeu devido à iniciativa do bispo Pedro Tenorio. Reza a lenda que foi ateado intencionalmente fogo ao bairro para poder construir o claustro.
A sua construção iniciou-se em 1389. Tem planta quadrada com cinco arcos apontados em cada cruzaria.

TOLEDO (Espanha): Claustro da Catedral.

TOLEDO (Espanha): Claustro da Catedral.

Não existindo ordem monástica na Catedral, o claustro teve várias funções; desde armazém, local de reunião e até mercado (recuperando as funções que o espaço tinha na antiga judiaria).

TOLEDO (Espanha): Deambulatório da catedral.

TOLEDO (Espanha): Deambulatório da catedral.

Na cabeceira encontra-se o duplo deambulatório que corresponde a uma planta de cinco naves. Este duplo deambulatório é de proporções grandiosas e está enriquecido por diversos elementos arquitetónicos e uma abóbada original. Os tramos do deambulatório correspondem às distintas capelas com plantas alternadas de retângulos e triângulos, o que faz com que as capelas tenham tamanhos diversos .
As capelas maiores e menores concebidas no projeto de Rodrigo Ximénez de Rada rodeavam nas suas origens a cabeceira da catedral. Algumas desapareceram e outras foram ampliadas ou redimensionadas. Das capelas menores só permanecem as de Santa Ana e Sâo Gil. Das maiores, conservam-se com elementos da primeira época as de S. João Batista e Santa Leocádia. Alteradas na ornamentação estão a capela dos Reis Velhos e Santa Lúcia. Todas as outras foram modificadas ou já desapareceram.

TOLEDO (Espanha): Retábulo da capela-mor da catedral.

TOLEDO (Espanha): Retábulo da capela-mor da catedral.

É um retábulo gótico, uma das últimas manifestações desta arte que desaparecia para dar passagem ao Renascimento. A obra teve início em 1497 e ficou terminada em 1504. Na sua feitura, ordenada pelo cardeal Cisneros, estiveram envolvidos vários arquitetos, pintores e escultores, naquilo que resultou numa autêntica obra-prima coletiva.
O retábulo conta com uma importante estatuária e com uma magnífica filigrana.

 

TOLEDO (Espanha): nave lateral da catedral.

TOLEDO (Espanha): nave lateral da catedral.

Desde 1087, a mesquita principal de Toledo deu lugar à nova catedral de Santa Maria. Foi necessário mais de um século para esta se começar a transformar na grande obra gótica atual. A decisão de construção deve-se ao bispo Jiménez de Rada, muito viajado por França, e que queria deixar em Toledo uma obra grandiosa à moda europeia. A construção das naves avançou no século XIV, dando lugar a um amplo templo com cinco naves. As colunas de separação das naves são cilíndricas, com oito semicolunas adossadas.

TOLEDO (Espanha): Tímpano da porta do Perdão na catedral.

TOLEDO (Espanha): Tímpano da porta do Perdão na catedral.

A fachada principal da catedral de Toledo tem três portas. A do meio é conhecida por porta do Perdão, já que antigamente dizia-se que os penitentes que por ela passassem teriam os pecados perdoados. O seu tímpano mostra a Virgem Maria a oferecer o paramento a Santo Ildefonso, então bispo de Toledo. Segundo a tradição, numa noite, Santo Ildefonso teve uma visão da Virgem Maria, na Catedral. Ele viu a Mãe de Deus, descida do céu, sentada no seu trono episcopal. Ouviu sua doce voz chamar o seu nome. Ele aproximou-se e ajoelhado aos seus pés recebeu um rico paramento em agradecimento à devoção que o fiel servidor de Cristo lhe dedicava.

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