PONTE DA BARCA (Portugal): Mosteiro de Bravães.

PONTE DA BARCA (Portugal): Mosteiro de Bravães.

O templo de Bravães é, com certeza, um dos mais importantes monumentos românicos portugueses.
No interior, a nave é corrida por friso enxaquetado, com quatro frestas ladeadas por colunas com capitéis e impostas decoradas por motivos vegetalistas e geométricos apoiando arcos plenos. Sobre o pórtico axial dupla arquivolta e tímpano com nó de Salomão, encimado por vão cego, possivelmente uma fresta. Cobertura em madeira. Arco triunfal decorado por friso com leões e folhas, colunas com capitéis e imposta corrida esculpida; bases com grifos. É ladeado por dois frescos representando Martírio de São Sebastião e a Virgem, de pé, com o Menino nos braços. Encima-o rosácea esculpida. Capela-mor percorrida por friso enxaquetado, com três frestas e cobertura de madeira.

FELGUEIRAS (Portugal): Mosteiro de Pombeiro

FELGUEIRAS (Portugal): Mosteiro de Pombeiro

O famoso mosteiro beneditino de Pombeiro conta já com mais de um milénio de história, pois já existia em 853 e perdurou até à extinção das ordens religiosas pelos liberais em 1834. A igreja mantém fundamentalmente a estrutura românica (século XII), embora profundamente alterada nos séculos XVII e XVIII. O grandioso pórtico românico, com cinco arquivoltas e dez capitéis historiados, está encimado por uma rosácea, ornada de círculos tangentes ao grande círculo central, e flanqueado por torres que datam da reconstrução barroca.
Das antigas instalações restam hoje a igreja e duas moradias.

VILA DO CONDE (Portugal): Igreja de Santa Clara

VILA DO CONDE (Portugal): Igreja de Santa Clara

Mandado edificar em 1318 por D. Afonso Sanches (filho bastardo de D. Dinis) e sua mulher, D. Teresa de Menezes, o Convento de Santa Clara é um templo fundamental do Gótico português a Norte do Douro, não obstante as numerosas alterações a que foi sujeito ao longo dos séculos. O conjunto monumental domina o centro histórico da vila – edificando-se no local onde se pensa ter existido o castelo dos Condes de Cantanhede, senhores do burgo.
A austeridade e monumentalidade exteriores lembram, em parte, os primeiros exemplos de arquitectura mendicante clarissa do país, especialmente a fachada ocidental, onde o único elemento é a rosácea radiante, inscrita num enorme muro compacto, delimitado por dois contrafortes.
A cabeceira e a sua implantação num terreno irregular é outro aspecto interessante da igreja. Exteriormente, apresenta-se como uma fortaleza, com as janelas muito altas e a estrutura coroada por ameias, sugestão reforçada pela existência de poderosos contrafortes, que ajudam a vencer o desnível do terreno. Interiormente, porém, a rigidez formal é assumida de forma proporcional, com os absidíolos bastante mais baixos que a capela-mor.
Do mosteiro original resta a igreja.

COIMBRA (Portugal): Mosteiro de Santa Cruz

COIMBRA (Portugal): Mosteiro de Santa Cruz

A construção do Mosteiro de Santa Cruz teve início em 1131, sendo a primeira escola de estudos superiores em Portugal. Todavia, o templo actual é uma construção manuelina iniciada no século XVI. Nele trabalharam alguns dos melhores artistas da época: Boytaca, João de Ruão, Filipe Hodart, Nicolau Chanterenne, entre outros. Aqui estão sepultados os dois primeiros Reis de Portugal. O interior da igreja é de uma só nave, com quatro tramos.

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