Interior da Igreja de Santa Maria del Mar

BARCELONA (Espanha): Interior da Igreja de Santa Maria del Mar (Séc. XIV).
BARCELONA (Espanha): Interior da Igreja de Santa Maria del Mar (Séc. XIV).

É o exemplo mais emblemático e depurado do gótico catalão. Interiormente é um edifício de três naves, com deambulatório, sem cruzeiro. As naves têm quatro tramos todas cobertas com abóbadas de cruzaria de ogivas, coroadas com magníficas chaves. Apesar das três naves, a sensação que transmite é de um espaço único, devido à distância dos pilares e à relação existente entre as naves laterais e a central.
A nave central é iluminada pelos óculos abertos entre as galerias da nave central e as laterais. As naves laterais são iluminadas com janelas entre os tramos. Na charola podem-se ver os pilares prismáticos e as chaves policromadas da nave central.
A austeridade conseguida é impressionante, com as paredes lisas e com as colunas octogonais limpas de qualquer elemento decorativo.
Infelizmente, muita da austeridade decorativa no interior da igreja é também fruto das destruições ocorridas durante a Guerra Civil.

Igreja de Santa Maria del Mar

BARCELONA (Espanha): Igreja de Santa Maria del Mar (Séc. XIV).
BARCELONA (Espanha): Igreja de Santa Maria del Mar (Séc. XIV).

A primeira pedra da igreja foi lançada a 25 de maio de 1329 sobre as fundações de igrejas anteriores pelo rei Afonso IV de Aragão, o Benigno. Tal fato é atestado por uma placa comemorativa localizada numa das fachadas do edifício. Os primeiros mestres da obra foram Berenguer de Montagut (o desenhador principal do edifício) e Ramón Despuig. As paredes, fachada e capelas estavam terminadas por volta de 1350, e as abóbadas do interior foram terminadas em 1383, o que permitiu a dedicação definitiva do templo a 15 de agosto de 1384.
Na construção da igreja, foram muito ativos os burgueses, guildas e trabalhadores do bairro da Ribera, que contribuíram com financiamento e também com trabalho gratuito. Assim, a imponente igreja testemunha o florescimento da zona da Ribera ao longo dos séculos XIII e XIV.
Ao longo dos séculos a igreja foi decorada com muitos altares que terminaram destruídos num incêndio em 1939.

Wikipedia

Igreja de S. Tiago

COIMBRA (Portugal): Igreja de S. Tiago
COIMBRA (Portugal): Igreja de S. Tiago

Profundamente alterada nos nossos dias, S. Tiago é um templo Românico do último quartel do Séc. XII, e que marca em Coimbra o “Caminho” para Santiago de Compostela.
Coimbra, que geograficamente ficava num fundamental cruzamento de vias Romanas, desempenhou, pela sua importância estratégica, um papel decisivo na designada “Reconquista Cristã”. Cedo se tornou um ponto de paragem obrigatório para os Peregrinos a caminho de Santiago de Compostela.
A edificação e consagração de um Templo a Santiago, terá feito parte de um programa que, mais do que pela linguagem estética que consagrou, contribuiu para a afirmação dos valores dominantes e foi, em Portugal, um pequeno passo na construção da Europa deste tempo.

Fonte: http://www.turismo-centro.pt/

Rosácea da igreja de Santa Maria del Pi

BARCELONA (Espanha): Rosácea da igreja de Santa Maria del Pi.
BARCELONA (Espanha): Rosácea da igreja de Santa Maria del Pi.

A rosácea ao centro da fachada principal tem um diâmetro de cerca de 10m. Foi totalmente reconstruída em 1940, depois do incêndio que esta igreja sofreu em 1936.

Nave central da igreja de Santa Maria del Pi

BARCELONA (Espanha): Nave central da igreja de Santa Maria del Pi.
BARCELONA (Espanha): Nave central da igreja de Santa Maria del Pi.

A planta da igreja é de uma só nave com sete tramos rectangulares, abóbada de cruzaria e capelas laterais entre os contrafortes. O comprimento interior da nave é de 54 metros, a largura é de 16,50 metros e de altura 27 metros.

O incêndio de 1936 reduziu a cinzas o altar e muito do recheio da igreja. O altar atual é uma mesa de alabastro do arquiteto Joaquim de Ros i de Ramis. Foi inaugurado em 1967. No final do presbitério, onde outrora havia uma porta de entrada para o templo, é o sacrário. A imagem que preside à capela-mor é do ano de 1973, representa Santa Maria del Pi e deve-se ao escultor Enric Monjo. Tem uma altura de 3,30 metros.

Igreja de Santa Maria del Pi

BARCELONA (Espanha): Igreja de Santa Maria del Pi.
BARCELONA (Espanha): Igreja de Santa Maria del Pi.

A construção da igreja atual teve início no século XIV, sendo o estilo desta igreja o gótico no seu estado puro. Possui uma só nave com capelas laterais e é praticamente despojada de quaisquer ornamentos.
A fachada principal tem ao centro uma grande rosácea, com um diâmetro de cerca de 10m, totalmente reconstruída em 1940, depois do incêndio que esta igreja sofreu em 1936, fruto das atribulações da guerra civil.

Cabeceira do Mosteiro de Armenteira

MEIS (Espanha): Absides escalonadas do Mosteiro de Armenteira (1168).
MEIS (Espanha): Absides escalonadas do Mosteiro de Armenteira (1168).

A cabeceira é de proporções monumentais formada por três absides escalonadas. O grande tamanho das absides, em silharia granítica, oferecem um aspeto maciço e quase de caráter militar. As habituais colunas foram aqui substituídas por robustos contrafortes e as frestas não possuem colunas nem molduras. A cachorrada é também muito simples.

Portal do Mosteiro de Armenteira

MEIS (Espanha): Portal do Mosteiro de Armenteira.
MEIS (Espanha): Portal do Mosteiro de Armenteira.

O Mosteiro de Armenteira é um dos melhores expoentes do românico galego, ainda que o passar dos séculos tenha inevitavelmnete deixado marcas de diferentes estilos arquitectónicos no edifício. Nas suas origens, o templo pertenceu à ordem de Cister e julga-se fundado por Ero de Armenteira em 1168. Na fachada, do século XII, destaca-se o portal rodeado por seis arquivoltas, apoiadas em colunas com capitéis decorados com motivos vegetalistas.

Vitral da catedral de Barcelona

BARCELONA (Espanha): Vitral da catedral.
BARCELONA (Espanha): Vitral da catedral.

Os vitrais representam a expansão e consolidação definitiva da arte gótica em toda a Europa. Constituem-se como uma nova expressão artística, uma espécie de ‘pintura’ monumental, contrariamente aos vitrais românicos que tinham de se adaptar às estreitas frestas e janelas impostas pela arquitetura

Na catedral de Barcelona os vitrais localizam-se no Presbitério. As mais antigas são do século XIV de autoria anónima. A da foto pertence provavelmente a Nicholi de Maraya, inícios do século XV, um belo expoente do gótico internacional.

Coro capitular da catedral de Barcelona

BARCELONA (Espanha): Coro capitular da catedral.
BARCELONA (Espanha): Coro capitular da catedral.

As obras do coro capitular começaram em 1390 sob o mandato do bispo Ramon d’Escales. As paredes foram feitas por Jordi de Déu, com mísulas representando profetas do Antigo Testamento. O cadeiral ficou a cargo de Pere Sanglada, tendo como ajudantes Pere Oller e Antoni Canet. Os medalhões, dos apoios braçais, têm as esculturas mais interessantes, com temas variados como: cenas de dança, jogos e música entre outras. Contrariamente ao esperado, os religiosos são os menos representados.
Os trabalhos no cadeiral prolongam-se até ao século XVI. Em 1459 são acrescentadas 48 cadeiras da autoria de Matías Bonafé. Em 1483 o alemão Michael Lochner inicia os trabalhos de talha dos dosséis em forma de pináculos, que serão terminados em 1497, já após a sua morte. Em 1519 Joan de Burgunya foi encarregado de pintar a heráldica dos 64 lugares junto à parede do cadeiral.