Vitral da catedral de Barcelona

BARCELONA (Espanha): Vitral da catedral.
BARCELONA (Espanha): Vitral da catedral.

Os vitrais representam a expansão e consolidação definitiva da arte gótica em toda a Europa. Constituem-se como uma nova expressão artística, uma espécie de ‘pintura’ monumental, contrariamente aos vitrais românicos que tinham de se adaptar às estreitas frestas e janelas impostas pela arquitetura

Na catedral de Barcelona os vitrais localizam-se no Presbitério. As mais antigas são do século XIV de autoria anónima. A da foto pertence provavelmente a Nicholi de Maraya, inícios do século XV, um belo expoente do gótico internacional.

Cabeceira da catedral de Barcelona

BARCELONA (Espanha): Cabeceira da Catedral.
BARCELONA (Espanha): Cabeceira da Catedral.

As naves circulares unem-se em charola, passando por trás do presbitério e formando um arco semicircular, onde se alojam novas capelas; acima destas capelas temos grandes vitrais e um falso trifório de onde se pode ver as chaves de volta a uma distância de uns três metros.
Em baixo, o altar-mor consagrado no ano 1337 pelo bispo Ferrer Abeja (1335-1344). Ao fundo e a altura média das colunas centrais pode-se ver a imagem da exaltação da Cruz rodeada por seis anjos, do escultor Frederic Marinho e Deulovol, realizada no ano 1976.

Cripta de Santa Eulália

BARCELONA (Espanha): Cripta de Santa Eulália, padroeira de Barcelona (Catedral).
BARCELONA (Espanha): Cripta de Santa Eulália, padroeira de Barcelona (Catedral).

A cripta encontra-se situada debaixo do presbitério da catedral de Barcelona e a sua construção deve-se a Jaume Fabré, em princípios do século XIV.
A sua entrada é feita por uma ampla escada debaixo de um arco quase plano, ornado ao centro com o retrato de um bispo, que parece ser Ponç de Gualba, sob o mandato do qual se construiu esta cripta, e ao seu redor grupos de pequenas cabeças de personagens da época.
A cripta está dividida em doze arcos que vão todos convergir a uma grande chave de volta central, que representa a Mãe de Deus com o Menino Jesus que lhe coloca o diadema do martírio a Santa Eulália. Foi acabada no ano 1326, ainda que a transladação dos restos da santa se tenha feito apenas em 1339.
O sarcófago de alabastro, do escultor Lupo dei Francesco, encontra-se exposto a seguir à mesa do altar, no centro da cripta, sustentado por oito colunas de estilos diferentes com capitéis coríntios dourados. A tampa e os lados do sarcófago estão preenchidos com cenas do martírio de Santa Eulália. Nos quatro ângulos superiores há anjos-luz e ao centro uma Virgem com Menino. Na parede do fundo, guarda-se o seu antigo sepulcro do século IX, junto com uma inscrição do ano 877 sobre o achado das relíquias. A transcrição das placas diz o seguinte: Aqui repousa Santa Eulália, mártir de Cristo, que sofreu na cidade de Barcelona, sob a presidência de Dacia, no dia segundo dos idos de fevereiro e foi encontrada pelo bispo Frodoí, na igreja de Santa Maria o (…) das calendas de novembro. A Deus obrigado.

A presença de uma cripta não é habitual nas catedrais góticas, mas considera-se que em Barcelona optou-se por manter a organização da catedral românica, que tinha no mesmo lugar a cripta com o sepulcro de santa Eulália.

Fonte: Wikipedia

Interior da Igreja de Santa Maria de Baiona

BAIONA (Espanha): Interior da Igreja de Santa Maria de Baiona.
BAIONA (Espanha): Interior da Igreja de Santa Maria de Baiona.

Apesar de ter sido erguida na segunda metade do século XII, foi quase totalmente reconstruída no século XIV, daí que aquilo que apreciamos hoje é um estilo românico de transição ou românico-ogival com influências cistercienses, já que foram os monges cistercienses do mosteiro de Oia que terminaram a sua construção. A sua planta é basilical em cruz latina, com três naves que rematam em três absides. O altar-mor é barroco (1726), obra de Antón del Villar.

Zimbório da catedral de Burgos

BURGOS (Espanha): Zimbório da catedral.
BURGOS (Espanha): Zimbório da catedral.

O majestoso zimbório da catedral de Burgos data do século XVI e é da autoria de Juan de Vallejo. O seu traçado é octogonal com dois pisos suportados por quatro gigantescos pilares, rematados no exterior por quatro agulhas espectaculares. Os seus numerosos pináculos e capitéis são de estilo plateresco. Por debaixo do zimbório encontra-se o túmulo de Rodrigo Diaz de Vivar – el Cid – e de sua esposa Jimena.

Tímpano da porta da “Coronería” na Catedral de Burgos

BURGOS (Espanha): Tímpano da porta da "Coronería" na Catedral
BURGOS (Espanha): Tímpano da porta da "Coronería" na Catedral

Porta de “Coronería”, ou Cordelería, ou Alta, ou dos Apóstolos. Foi terminada em 1250 e é da autoria de mestre Enrique. No tímpano está representado o Juízo Final, com Cristo no trono rodeado pela Virgem Maria e São João Baptista. Na parte inferior está S. Miguel a pesar as almas e a separar os justos dos condenados. O tímpano é rodeado por três arquivoltas com anjos e outras representações do Juízo Final.

Gárgula na catedral de Burgos

BURGOS (Espanha): Gárgula na catedral
BURGOS (Espanha): Gárgula na catedral

As gárgulas, na arquitetura, são desaguadouros, ou seja, são a parte saliente das calhas de telhados que se destina a escoar águas pluviais a certa distância da parede e que, especialmente na Idade Média, eram ornadas com figuras monstruosas, humanas ou animalescas, comummente presentes na arquitetura gótica. O termo tem origem no francês gargouille, que vem de gargalo ou garganta, em Latim gurgulio, gula.

Fonte: Wikipedia

Galeria dos Reis na catedral de Burgos

BURGOS (Espanha): Galeria dos Reis na fachada principal da Catedral.
BURGOS (Espanha): Galeria dos Reis na fachada principal da Catedral.

A “Galeria dos Reis”, situada por cima da rosácea da fachada principal, mostra-nos oito estátuas de reis coroados, de grande riqueza escultórica. Estes, estão enquadrados por arcos agudos com quadrifólios.
As opiniões dividem-se sobre quem representam estas figuras. Alguns autores identificam-nos como reis castelhanos, anteriores a Fernando III, o Santo. Outros, relacionam-nos com figuras bíblicas ligadas à Virgem Maria.

Catedral de Burgos

BURGOS (Espanha): Catedral
BURGOS (Espanha): Catedral

A origem desta construção remonta a inícios do século XIII quando o bispo D. Maurício é incumbido de ir buscar a noiva do rei Fernando II, a princesa Beatriz da Suábia. Esta longa viagem pela França e Alemanha, numa época em que estavam a ser construídas a maior parte das catedrais góticas, deve ter despertado no prelado o desejo de substituir a pobre catedral primitiva de Burgos, por um monumento digno de ser a principal igreja de Castela. Inaugura-se, desta forma, uma das realizações máximas do gótico hispânico, caracterizada por uma nova profusão ornamental que se vai desenvolver ao longo dos séculos.  Foi ampliada com o claustro e numerosas capelas, entre as quais se destaca a do Condestável (séc. XV) e da Santa Tecla (séc. XVIII). As agulhas da fachada principal datam do séc. XV e o zimbório do séc. XVI.

BURGOS (Espanha): Catedral (fachada
BURGOS (Espanha): Catedral (fachada

O desenho da fachada principal está relacionado com o mais puro gótico francês das catedrais de Paris e Reims. A construção articulou-se em duas partes. Primeiro, foram erguidas as três naves, o transepto e a capela-mor com deambulatório e capelas radiais, projectadas por arquitectos locais que se basearam em exemplos franceses, sobretudo no modelo de Bourges. De seguida, no decorrer do século XV, é edificada a fachada, com dois altos pináculos requintadamente lavrados.
Infelizmente, no século XVIII, as esculturas góticas dos portais da fachada principal foram retiradas e substituídas por estas portas em estilo neoclássico.

Claustro da Catedral de Tui

TUI (Espanha): Claustro da Catedral.
TUI (Espanha): Claustro da Catedral.

O claustro da catedral de Tui foi construído na segunda metade do século XIII, em estilo gótico cisterciense. É o único medieval que resta nas catedrais galegas. Foi restaurado em 1408 devido ao perigo de ruína num dos muros, altura em que se integraram novos elementos góticos e se iniciou a construção das torres defensivas que deu o carácter de fortaleza a este templo.

Vista parcial do claustro da catedral de Tui
Vista parcial do claustro da catedral de Tui