A pesada estrutura granítica da Catedral esmaga-nos, tanto mais que algo nos desconcerta ao identificarmos claramente o estilo românico – à semelhança de Santiago de Compostela, mas de uma dimensão mais próxima de uma Sé Velha ou Sta. Cruz de Coimbra – com um remate de abóbada claramente gótico. Como a estrutura original não estava concebida para tamanhas alturas, rapidamente se improvisaram soluções para estabilizar o edifício que ameaçava ruir com o peso da abóbada. À falta dos arcobotantes típicos do gótico, utilizaram-se uns tirantes entre os pilares que suportam a abóbada. Estes foram aplicados ao longo dos séculos, sendo o último do séc. XVIII.
Situado na fachada oeste, com iconografia de meados do século XIII. Tem oito pares de colunas com estátuas de São João, São Pedro, Isaías, Moisés, Daniel, Jeremias (ou talvez Berenguela) e Fernando I (ou Fernando II) e Urraca de Portugal.
No tímpano desta fachada podem ser contempladas as seguintes cenas:
* Adoração dos Pastores (num plano inferior).
* No centro, os Reis Magos levam presentes a Jesus.
* Representação da Jerusalém celeste.
A Catedral de Santa Maria de Tui está situada na cidade de Tui, na Galiza. A construção da catedral foi iniciada no século XI, em 1095, pois aparece mencionada nos documentos de doação aos condes de Borgonha, Raimundo e Urraca, e foi terminada em 1180, em plena época do estilo românico. Neste estilo conserva-se a planta, a portada norte e a iconografia dos capitéis. A sua influência estendeu-se a toda a região do Minho, galego e português, que se reflete nas inúmeras igrejas paroquiais e monacais. Também contém elementos de estilo gótico na fachada principal, datada aproximadamente de 1225, o que aponta para que esta seja a primeira construção de estilo gótico de toda a Península Ibérica.
A catedral é o máximo expoente do património artístico de Tui. Situa-se na parte mais alta da cidade, na coroa do antigo castro de Tide, que deve ter existido antes do início da era cristã.
A construção da Matriz de Caminha foi imposta pela necessidade de edificar uma igreja intramuros, o que, pela exiguidade do espaço disponível, deixou muito pouco desafogo à frontaria do templo, que só viria a ser libertada no decurso das obras de restauro promovidas no presente século pelos Monumentos Nacionais. A sua fundação tem sido erradamente atribuída à iniciativa de D. Manuel I, pois está documentalmente provado que a primeira pedra deste esplêndido edifício foi lançada a 4 de Abril de 1488, quando reinava o seu antecessor e nada faria prever a sua ascensão ao trono. As obras arrastaram-se por longos anos, oneradas com pesados encargos, que nem o beneplácito régio nem os elevados subsídios concedidos pelos donatários da vila conseguiram aliviar, sendo o templo inaugurado em 1556, um ano antes da morte de D. João III.
A planta do edifício e a direcção inicial das obras atribuem-se ao mestre biscainho João Tolosa e a Pêro Galego, estando também comprovada a participação de mestres portugueses, nomeadamente através de uma gárgula antropomórfica que exibe as nádegas voltadas para terras galegas.
Obra-prima do gótico tardio nortenho, mais parece uma igreja-fortaleza, o que se deve à enraizada tradição românica desta região. No entanto, tanto o exterior como o interior deste edifício são de grande harmonia arquitectónica e rara qualidade, devidas sobretudo ao carácter equilibrado e elegante da sua composição, que com tanta mestria foi capaz de conjugar elementos de diversas influências, nomeadamente os ornamentos ditos «platerescos» e a carpintaria mudéjar.
Na fachada principal erguem-se dois elegantes gigantes rematados por pináculos floridos que demarcam as naves e emolduram o portal renascentista de elegante arco de volta perfeita. Este é enquadrado num alfiz rematado por duplo friso e sobrepujado por uma rosácea inscrita numa moldura rendilhada. Dos lados, duas estilizadas frestas valorizam o conjunto e reforçam a iluminação das naves. O edifício era coroado por uma delicada platibanda que mascarava o telhado, quase totalmente destruída pelo violento temporal ocorrido em Janeiro de 1636.
À direita da frontaria eleva-se a torre, construída entre 1550 e 1560, de secção quadrangular e acentuada feição militar, algo suavizada pelo estilizado das ameias e pelas janelas sineiras, entre as quais se observa o brasão da Casa de Vila Real, detentora do senhorio da vila de Caminha.
É um castelo apalaçado característico dos fins da Idade Média, construído na primeira metade do séc. XV, por D. Afonso, 8º Conde de Barcelos, 1º duque de Bragança. As suas 4 chaminés com altos canudos simbolizavam a casa mais rica de Barcelos.
Faltam às ruínas de hoje algumas partes importantes deste castelo apalaçado, tais como a torre que se prolongava sobre a entrada da ponte e 3 das 4 chaminés com canudos altos.
A sua ruína ter-se-á iniciado a partir do séc. XVIII.
Instalado neste espaço, o Museu Arqueológico de Barcelos foi criado oficialmente em 1920. Já antes desta data se utilizava a área das ruínas do Paço dos Condes para guardar peças lícitas de cariz arqueológico que eram encontradas por todo o concelho, de épocas muito distintas, fruto de achados ocasionais ou provenientes do desmantelamento de monumentos arquitectónicos. Do seu espólio destaca-se ainda o Cruzeiro do Galo, ex-libris de Barcelos.
BARCELOS (Portugal): Colunelos e capitéis da Igreja de Santa Maria Maior, matriz de Barcelos.
Apesar do aspecto geral românico, a matriz barcelense deve inserir-se já no período gótico, como o portal principal bem o evidencia. Portal axial profundo inserido em alfiz, precedido por escadaria que se desenvolve entre os contrafortes, em arco quebrado enquadrado por cinco arquivoltas quebradas e decoradas, assentes em impostas também decoradas. São suportadas por finos colunelos, redondos e prismáticos, à excepção da exterior que repousa sobre imposta, com bases e capitéis decorados com motivos fitomórficos e zoomórficos.
BARCELOS (Portugal): Igreja Matriz de Barcelos / Igreja de Santa Maria Maior
Todo o interior do templo foi decorado ao gosto barroco, datando dos séculos XVII e XVIII o notável conjunto de retábulos e, principalmente, o integral revestimento das paredes com azulejos azuis e brancos, importados de Lisboa e das grandes oficinas de inícios de Setecentos.
A sua construção deve-se a D. Pedro, 3º conde de Barcelos, entre 1325 e 1328, estando as suas armas patentes nas arquivoltas do portal principal. No entanto as obras continuaram pelo menos até 1382. Foi o 9º conde, D. Fernando, que conseguiu que o arcebispo de Braga instituísse a Colegiada de Barcelos, em 1464. Foi ampliada no séc. XV e XVI e, posteriormente, no séc. XVIII. A frontaria, bastante transformada ao longo dos séculos, resulta, na sua parte superior, de um restauro recente, quando lhe foi acrescentada a rosácea e a torre sineira, mantendo o seu portal gótico, que contém ainda alguns motivos românicos.
COIMBRA (Portugal): Portal manuelino junto ao edifício do Governo Civil.
O portal Manuelino (grande corda marinheira como único elemento construtivo), que se pode ver na igreja contígua ao actual edifício, a ele deve ter pertencido,pois foram encontrados vestígios Manuelinos que são referenciados como tendo pertencido a esse palácio, no entanto, outros autores afirmam-na proveniente da casa dos senhores de Pombeiro da Beira, a familia dos Cunhas.
ÉVORA (Portugal): Portal manuelino da entrada da Igreja S. Francisco.
O duplo portal principal separado por mainel torso com 2 arquivoltas, de volta perfeita, e colunelos munidos de bases prismáticas e capitéis lavrados de motivos vegetalistas entrelaçados.O tímpano ostenta as armas de D. João II e de D. Manuel inseridas em molduras rectangulares dispostas escalonadamente.