Convento de Cristo

TOMAR (Portugal): Convento de Cristo
TOMAR (Portugal): Convento de Cristo

O Convento de Cristo, em Tomar, pertenceu à Ordem dos Templários. Fundado em 1162 pelo Grão-Mestre dos Templários, dom Gualdim Pais o Convento de Cristo ainda conserva recordações desses monges cavaleiros e dos herdeiros do seu cargo, a Ordem de Cristo, os quais fizeram deste edifício a sua sede.
A estrutura espacial do Convento de Cristo é o resultado de sucessivas etapas construtivas. O primitivo núcleo era formado pelas muralhas do castelo e santuário dos templários. O templo, feito em forma de um polígono de dezasseis lados, com aspecto exterior de fortaleza, inspirado nos modelos orientais vistos pelos cavaleiros durante as cruzadas, segue o protótipo da Ermida de Omar (Jerusalém), modelo aplicado também nas capelas de Eunate (Navarra) e Vera Cruz (Segóvia).
A charola primitiva foi transformada na capela-mor da igreja que lhe foi adossada em forma de nave no séc. XVI. Suprimiram-se-lhe então duas faces do polígono da rotunda.
A arquitectura partilha traços românicos, góticos, manuelinos, maneiristas e barrocos.

Castelo de Tomar

TOMAR (Portugal): Castelo de Tomar.
TOMAR (Portugal): Castelo de Tomar.

Situado sobre um cerro alto e escarpado na margem direita do rio Nabão, o castelo de Tomar foi fundado por D. Gualdim Pais, mestre dos Templários, em 1160, para defesa da vasta região então denominada Termo de Ceras, doada aos Cavaleiros do Templo por D. Afonso Henriques. Tomar tornou-se assim a sede da província portuguesa da Ordem do Templo, até à sua extinção em 1312 e, a partir de 1357, sede da Ordem de Cristo.
Com influências da mais avançada arquitetura militar da época, a partir da experiência adquirida pelos Templários na Terra Santa em construção de cidadelas fortificadas, o castelo integrou o sistema defensivo-ofensivo da Reconquista.

TOMAR (Portugal): Castelo de Tomar.
TOMAR (Portugal): Castelo de Tomar.

De acordo com esses preceitos de estratégia militar, o castelo desenvolveu-se em três recintos muralhados distintos que uma cintura de muralha envolvia, delimitando o seu perímetro exterior. Duas cortinas de muralha interiores atravessavam a grande cintura periférica, estruturando os três recintos do lugar acastelado, sendo que a maior dessas cortinas de muralhas ia das imediações da atual entrada para as “Capelas Incompletas” até junto da Torre de D. Catarina, e que hoje se encontra transformada no muro de suporte das terras que formam o terreiro do jardim. A segunda cortina interna de muralhas estendia-se desde a fachada Leste da Charola até à zona Sul da Alcáçova.
O núcleo primitivo, reduto dos Cavaleiros Templários, era constituído, pela Alcáçova, com a sua Torre de Menagem, onde se reutilizaram lápides romanas, e pela denominada Charola. Esta consistia num templo redondo que se tornou no núcleo irradiador do Convento de Cristo e que, pela sua localização e características construtivas (paredes duplas) era, no conjunto da cidadela, um local praticamente inexpugnável.

Fonte: e-cultura.pt

Interior da Sé de Braga

BRAGA (Portugal): Interior da Sé.
BRAGA (Portugal): Interior da Sé.

O interior da Sé mantém um longínquo carácter medieval, mercê do restauro que a DGEMN efectuou entre as décadas de 30 e 50 do século XX, que amputou grande parte da grandiosidade barroca com que os bispos dos séculos XVII e XVIII dotaram as naves, transepto e cabeceira. A capela-mor foi igualmente despojada do seu retábulo barroco, conservando ainda a abóbada de combados da autoria de João de Castilho, e encomendada pelo bispo D. Diogo de Sousa em 1509.

Sé de Braga

BRAGA (Portugal): Sé de Braga.
BRAGA (Portugal): Sé de Braga.

Considerada como um centro de irradiação episcopal e um dos mais importantes templos do românico português, a sua história remonta à obra do primeiro bispo, D. Pedro de Braga (1070), que concebeu um projeto de peregrinação algo semelhante ao de Santiago de Compostela e de outras igrejas de peregrinação francesas, com três naves, transepto saliente, cabeceira e deambulatório. A edificação foi efectuada num local onde teria existido um antigo culto à deusa Ísis (divindade egípcia) muito venerada pelos romanos.
Após a morte deste prelado, e depois da destruição da catedral, no século XII, pelos adeptos de D. Teresa, o projeto inicial foi abandonado. Por indicação do arcebispo D. Paio Mendes (1118-1137), erigiu-se outro mais reduzido, de planta em cruz latina, formado por: três naves divididas em seis tramos, separados por seis arcos de volta perfeita de cada lado e sustentados por colunas; transepto; e cabeceira com dois absidíolos. As obras foram dirigidas por Nuno Paio. Deste período, são a maior parte dos elementos românicos que hoje ali se podem observar: nave central (mais alta que as laterais); portal principal, cujo tímpano foi destruído na época quinhentista, mas onde subsistem duas arquivoltas decoradas com animais fantásticos e historiadas com passos de gestas medievais, de origem borgonhesa (Canção de Roland e Romance da Raposa); portal lateral (conhecido por Porta do Sol), situado no lado Sul da Catedral, com arcos e capitéis decorados com motivos geométricos e vegetalistas, e modilhões trabalhados com figuras humanas e animalescas. O templo foi erigido segundo os cânones arquitectónicos da Ordem de Cluny, por influência dos prelados S. Geraldo e D. Maurício Burdino, a quem o conde D. Henrique e D. Teresa confiaram a obra.
Em finais de quatrocentos, inícios de quinhentos, e por ordem do arcebispo D. Jorge da Costa, foi acrescentada uma galilé gótica, apoiada por contrafortes, tendo D. Diogo de Sousa, que lhe sucedeu, completado a sua decoração. É dividida por três tramos, a que correspondem três arcos na frontaria, sendo o do centro, bastante mais largo e de volta inteira, e os outros ogivais. Existe ainda outro arco ogival que abre para o lado sul.
Ex-libris da história de Braga, a Sé reúne os estilos arquitectónicos das diversas épocas que atravessou, desde sua sagração em 1093 até hoje. O românico, o gótico (manuelino) e o barroco são os principais elementos de um mosaico estilístico que congrega fascinantes capelas (dos Reis, de S. Geraldo, da Glória) e um excepcional tesouro.
Nesta catedral encontram-se os túmulos de Henrique de Borgonha e sua mulher, Teresa de Leão, os condes do Condado Portucalense, pais do rei D. Afonso Henriques.

 

Fontes:
* www.guiadacidade.pt/
* viajar.clix.pt/
* www.lifecooler.com/
* www.e-cultura.pt/

Igreja de S. Tiago

COIMBRA (Portugal): Igreja de S. Tiago
COIMBRA (Portugal): Igreja de S. Tiago

Profundamente alterada nos nossos dias, S. Tiago é um templo Românico do último quartel do Séc. XII, e que marca em Coimbra o “Caminho” para Santiago de Compostela.
Coimbra, que geograficamente ficava num fundamental cruzamento de vias Romanas, desempenhou, pela sua importância estratégica, um papel decisivo na designada “Reconquista Cristã”. Cedo se tornou um ponto de paragem obrigatório para os Peregrinos a caminho de Santiago de Compostela.
A edificação e consagração de um Templo a Santiago, terá feito parte de um programa que, mais do que pela linguagem estética que consagrou, contribuiu para a afirmação dos valores dominantes e foi, em Portugal, um pequeno passo na construção da Europa deste tempo.

Fonte: http://www.turismo-centro.pt/

Cabeceira do Mosteiro de Armenteira

MEIS (Espanha): Absides escalonadas do Mosteiro de Armenteira (1168).
MEIS (Espanha): Absides escalonadas do Mosteiro de Armenteira (1168).

A cabeceira é de proporções monumentais formada por três absides escalonadas. O grande tamanho das absides, em silharia granítica, oferecem um aspeto maciço e quase de caráter militar. As habituais colunas foram aqui substituídas por robustos contrafortes e as frestas não possuem colunas nem molduras. A cachorrada é também muito simples.

Portal do Mosteiro de Armenteira

MEIS (Espanha): Portal do Mosteiro de Armenteira.
MEIS (Espanha): Portal do Mosteiro de Armenteira.

O Mosteiro de Armenteira é um dos melhores expoentes do românico galego, ainda que o passar dos séculos tenha inevitavelmnete deixado marcas de diferentes estilos arquitectónicos no edifício. Nas suas origens, o templo pertenceu à ordem de Cister e julga-se fundado por Ero de Armenteira em 1168. Na fachada, do século XII, destaca-se o portal rodeado por seis arquivoltas, apoiadas em colunas com capitéis decorados com motivos vegetalistas.

Rosácea da igreja de Santa Maria de Baiona

BAIONA (Espanha): Rosácea românica da igreja de Santa Maria.
BAIONA (Espanha): Rosácea românica da igreja de Santa Maria.

Os vitrais da rosácea são já de um período muito mais recente. Destaque para a caravela “Pinta”, o primeiro dos barcos de Cristóvão Colombo, capitaneada por Martín Alonso Pinzón, a regressar à Europa.

Interior da Igreja de Santa Maria de Baiona

BAIONA (Espanha): Interior da Igreja de Santa Maria de Baiona.
BAIONA (Espanha): Interior da Igreja de Santa Maria de Baiona.

Apesar de ter sido erguida na segunda metade do século XII, foi quase totalmente reconstruída no século XIV, daí que aquilo que apreciamos hoje é um estilo românico de transição ou românico-ogival com influências cistercienses, já que foram os monges cistercienses do mosteiro de Oia que terminaram a sua construção. A sua planta é basilical em cruz latina, com três naves que rematam em três absides. O altar-mor é barroco (1726), obra de Antón del Villar.

Igreja de Santa Maria de Baiona

BAIONA (Espanha): Igreja de Santa Maria de Baiona.
BAIONA (Espanha): Igreja de Santa Maria de Baiona.

De aspecto fortificado e estilo românico de transição, a Igreja de Santa María de Baiona construiu-se no século XIII e foi considerada Colegiata desde 1482 a 1850.
Está dividida em três naves, com os seus correspondentes pórticos rectangulares. A nave principal lembra o estilo cisterciense do mosteiro de Santa María de Oia. Dois pilares envolvem a porta da fachada, formada por três pares de colunas, tímpano liso e espirais. As janelas são românicas e possui na fachada uma bonita rosácea românica. Em 1841 deslocaram para o átrio vários cruzeiros de diferentes estilos dispersos pelas ruas da vila.