BARCELONA (Espanha): Igreja de Santa Maria del Pi.
A construção da igreja atual teve início no século XIV, sendo o estilo desta igreja o gótico no seu estado puro. Possui uma só nave com capelas laterais e é praticamente despojada de quaisquer ornamentos.
A fachada principal tem ao centro uma grande rosácea, com um diâmetro de cerca de 10m, totalmente reconstruída em 1940, depois do incêndio que esta igreja sofreu em 1936, fruto das atribulações da guerra civil.
Os vitrais representam a expansão e consolidação definitiva da arte gótica em toda a Europa. Constituem-se como uma nova expressão artística, uma espécie de ‘pintura’ monumental, contrariamente aos vitrais românicos que tinham de se adaptar às estreitas frestas e janelas impostas pela arquitetura
Na catedral de Barcelona os vitrais localizam-se no Presbitério. As mais antigas são do século XIV de autoria anónima. A da foto pertence provavelmente a Nicholi de Maraya, inícios do século XV, um belo expoente do gótico internacional.
As obras do coro capitular começaram em 1390 sob o mandato do bispo Ramon d’Escales. As paredes foram feitas por Jordi de Déu, com mísulas representando profetas do Antigo Testamento. O cadeiral ficou a cargo de Pere Sanglada, tendo como ajudantes Pere Oller e Antoni Canet. Os medalhões, dos apoios braçais, têm as esculturas mais interessantes, com temas variados como: cenas de dança, jogos e música entre outras. Contrariamente ao esperado, os religiosos são os menos representados.
Os trabalhos no cadeiral prolongam-se até ao século XVI. Em 1459 são acrescentadas 48 cadeiras da autoria de Matías Bonafé. Em 1483 o alemão Michael Lochner inicia os trabalhos de talha dos dosséis em forma de pináculos, que serão terminados em 1497, já após a sua morte. Em 1519 Joan de Burgunya foi encarregado de pintar a heráldica dos 64 lugares junto à parede do cadeiral.
BARCELONA (Espanha): Interior do zimbório da catedral.
O zimbório, desenhado pelo arquitecto August Font e Carreiras, tem uma altura de 70 metros e foi construído entre os anos 1906 e 1913. O coroamento exterior do zimbório conclui com a imagem de Santa Elena, mãe de Constantino, que segundo a lenda reencontrou a Vera Cruz.
As naves circulares unem-se em charola, passando por trás do presbitério e formando um arco semicircular, onde se alojam novas capelas; acima destas capelas temos grandes vitrais e um falso trifório de onde se pode ver as chaves de volta a uma distância de uns três metros.
Em baixo, o altar-mor consagrado no ano 1337 pelo bispo Ferrer Abeja (1335-1344). Ao fundo e a altura média das colunas centrais pode-se ver a imagem da exaltação da Cruz rodeada por seis anjos, do escultor Frederic Marinho e Deulovol, realizada no ano 1976.
BARCELONA (Espanha): Cripta de Santa Eulália, padroeira de Barcelona (Catedral).
A cripta encontra-se situada debaixo do presbitério da catedral de Barcelona e a sua construção deve-se a Jaume Fabré, em princípios do século XIV.
A sua entrada é feita por uma ampla escada debaixo de um arco quase plano, ornado ao centro com o retrato de um bispo, que parece ser Ponç de Gualba, sob o mandato do qual se construiu esta cripta, e ao seu redor grupos de pequenas cabeças de personagens da época.
A cripta está dividida em doze arcos que vão todos convergir a uma grande chave de volta central, que representa a Mãe de Deus com o Menino Jesus que lhe coloca o diadema do martírio a Santa Eulália. Foi acabada no ano 1326, ainda que a transladação dos restos da santa se tenha feito apenas em 1339.
O sarcófago de alabastro, do escultor Lupo dei Francesco, encontra-se exposto a seguir à mesa do altar, no centro da cripta, sustentado por oito colunas de estilos diferentes com capitéis coríntios dourados. A tampa e os lados do sarcófago estão preenchidos com cenas do martírio de Santa Eulália. Nos quatro ângulos superiores há anjos-luz e ao centro uma Virgem com Menino. Na parede do fundo, guarda-se o seu antigo sepulcro do século IX, junto com uma inscrição do ano 877 sobre o achado das relíquias. A transcrição das placas diz o seguinte: Aqui repousa Santa Eulália, mártir de Cristo, que sofreu na cidade de Barcelona, sob a presidência de Dacia, no dia segundo dos idos de fevereiro e foi encontrada pelo bispo Frodoí, na igreja de Santa Maria o (…) das calendas de novembro. A Deus obrigado.
A presença de uma cripta não é habitual nas catedrais góticas, mas considera-se que em Barcelona optou-se por manter a organização da catedral românica, que tinha no mesmo lugar a cripta com o sepulcro de santa Eulália.
BAIONA (Espanha): Interior da Igreja de Santa Maria de Baiona.
Apesar de ter sido erguida na segunda metade do século XII, foi quase totalmente reconstruída no século XIV, daí que aquilo que apreciamos hoje é um estilo românico de transição ou românico-ogival com influências cistercienses, já que foram os monges cistercienses do mosteiro de Oia que terminaram a sua construção. A sua planta é basilical em cruz latina, com três naves que rematam em três absides. O altar-mor é barroco (1726), obra de Antón del Villar.
O majestoso zimbório da catedral de Burgos data do século XVI e é da autoria de Juan de Vallejo. O seu traçado é octogonal com dois pisos suportados por quatro gigantescos pilares, rematados no exterior por quatro agulhas espectaculares. Os seus numerosos pináculos e capitéis são de estilo plateresco. Por debaixo do zimbório encontra-se o túmulo de Rodrigo Diaz de Vivar – el Cid – e de sua esposa Jimena.
BURGOS (Espanha): Tímpano da porta da "Coronería" na Catedral
Porta de “Coronería”, ou Cordelería, ou Alta, ou dos Apóstolos. Foi terminada em 1250 e é da autoria de mestre Enrique. No tímpano está representado o Juízo Final, com Cristo no trono rodeado pela Virgem Maria e São João Baptista. Na parte inferior está S. Miguel a pesar as almas e a separar os justos dos condenados. O tímpano é rodeado por três arquivoltas com anjos e outras representações do Juízo Final.
As gárgulas, na arquitetura, são desaguadouros, ou seja, são a parte saliente das calhas de telhados que se destina a escoar águas pluviais a certa distância da parede e que, especialmente na Idade Média, eram ornadas com figuras monstruosas, humanas ou animalescas, comummente presentes na arquitetura gótica. O termo tem origem no francês gargouille, que vem de gargalo ou garganta, em Latim gurgulio, gula.