Igreja de São Romão de Arões

FAFE (Portugal): Igreja de São Romão de Arões
FAFE (Portugal): Igreja de São Romão de Arões

Templo do séc. XIII, com planta composta por nave única e capela-mor rectangulares. A fachada principal é muito simples com sineira lateral de duas campanas. Apresenta um portal axial com um Agnus Dei no tímpano encimado por fresta. No tímpano do portal lateral S. apresenta uma inscrição onde se diz que a igreja foi consagrada pelo arcebispo de Braga, D. Silvestre, sendo abade D. Gomes, no ano de 1237.

Portal sul do Mosteiro dos Jerónimos

LISBOA (Portugal): Portal sul do Mosteiro dos Jerónimos
LISBOA (Portugal): Portal sul do Mosteiro dos Jerónimos

A meio da fachada sul, voltada para o Tejo, rasga-se o belo pórtico de João de Castilho, estruturado ao modo de monumental relicário de ourivesaria, sobrepujado pela estátua da Virgem de Belém e o Arcanjo S. Miguel, e decorado com esculturas dos Apóstolos, Profetas, Doutores da Igreja, Sibilas e anjos. No registo inferior, ao centro do mainel que divide a porta, uma estátua do Infante D. Henrique. O portal é ladeado por dois janelões de arco redondo.

Fonte: IGESPAR

Torre de menagem do Castelo de Montalegre

MONTALEGRE (Portugal): Torre de menagem.
MONTALEGRE (Portugal): Torre de menagem.

A torre de menagem, a norte, em estilo gótico, ergue-se a 27 metros de altura, coroada por balcões de matacães, mísulas e ameias pentagonais. É coberta por um telhado circundado por um caminho de ronda, as fachadas são cortadas por seteiras estreitas e desalinhadas e no andar superior tem quatro balcões de perfil curvo nos ângulos. O espaço interior da torre de menagem é composto por quatro pisos, correspondendo o primeiro à entrada, com pavimento em granito e escadas em madeira para aceder ao segundo piso, coberto por uma abóbada. O terceiro piso apresenta pavimento em granito e uma escada de acesso parcialmente embutida no piso anterior. O quarto e último piso apresenta corredores de acesso aos sete balcões e um alçapão para aceder ao caminho de ronda.

Castelo de Montalegre

MONTALEGRE (Portugal): Castelo de Montalegre
MONTALEGRE (Portugal): Castelo de Montalegre

O castelo de Montalegre encontra-se situado num local outrora habitado sucessivamente por lusitanos, romanos, suevos e visigodos. Foi edificado no séc. XIII e reedificado em 1331 e conserva, das obras do tempo de D. Afonso IV, a Torre de Menagem. Esta torre, de 27 m de altura, encontra-se rematada por ameias pentagonais e o andar superior está rodeado de matacães e mísulas alongadas.
As preocupações com esta fortificação justificavam-se com a necessidade de defesa da fronteira, do reino de Portugal, de que esta região fez parte a partir da independência e que ao longo de séculos foi ameaçada por Castela.
Por volta de 1385, o castelo foi submetido pelas forças de D. João I, que o doou ao Condestável, D. Nuno Álvares Pereira. Depois de 1640, com a Guerra da Restauração da independência portuguesa a estrutura defensiva foi modernizada para utilizar artilharia.

Detalhe do portal principal da Sé de Évora

ÉVORA (Portugal): Detalhe do portal principal.
ÉVORA (Portugal): Detalhe do portal principal.

O portal principal é já da década de 30 do século XIV, e constitui um dos mais impressionantes portais góticos portugueses, com um Apostolado em escultura de vulto da autoria de Mestre Pêro (de Coimbra), o principal nome da escultura gótica trecentista no nosso país.

Transepto da Sé de Évora

ÉVORA (Portugal): Transepto da Sé de Évora.
ÉVORA (Portugal): Transepto da Sé de Évora.

A Sé de Évora é considerada um edifício de estilo Românico-Gótico, ou ainda de estilo Gótico Nacional com influência cistercense e mendicante. A sua construção foi inspirada no modelo da Sé de Lisboa e em Catedrais estrangeiras, nomeadamente espanholas e francesas, revelando-se de grande importância, não apenas como ponto terminal de Românico e inicial do Gótico, mas sobretudo pela variedade de soluções de transição empregues. Teve como principais arquitectos ou mestres-de-obras Domingos Pires, entre 1280 e 1303, e Martim Domingues, responsável pelo término da construção, entre 1304 e 1334, época da construção do claustro e do pórtico da entrada principal.
As três naves são cortadas pelo transepto de cerca de 32 m de comprimento e 6,70 m de largura. No andar superior, ao longo dos dois lados da nave central e pelo transepto, corre o trifório (galeria estreita aberta sobre o andar das arcadas ou sobre o andar das tribunas nas igrejas medievais), composto por cinco arcos em cada tramo, assentes em pequenas colunas com capitéis de decoração toscana.

Interior da Sé de Évora

ÉVORA (Portugal): Interior da nave Central da Sé Catedral de Évora.
ÉVORA (Portugal): Interior da nave Central da Sé Catedral de Évora.

A Sé de Évora é a maior Catedral medieval do país. A um primitivo templo construído entre 1186 e os primeiros anos do século XIII, sucedeu-se o grandioso monumento que hoje existe, resultado essencialmente de duas notáveis campanhas da Baixa Idade Média.
Sob o dinâmico impulso do bispo D. Durando Pais, aquela modesta igreja sagrada por D. Soeiro em 1204 foi demolida para dar lugar a uma ambiciosa Catedral, sem paralelo no restante panorama nacional. Os modelos inspiradores desta nova Sé foram amplamente estudados por Mário Tavares Chicó em meados do século passado e revelam a importância desta construção não apenas como ponto terminal do Românico e inicial do Gótico, mas, sobretudo, pela variedade de soluções de transição empregues.
No interior temos três naves, a central larga e muito elevada, as laterais baixas e estreitas; sete tramos rectangulares definidos pelos poderosos pilares que levantam os arcos torais sobre os quais repousa a abóbada de berço de arco quebrado; esguias colunas de fuste contínuo, a romperem de simples plintos de duas ordens paralelepipédicas, recebem a descarga em capitéis, com enrolamentos de folha de cardo, e marcam, até metade da altura, os pilares sobre os quais descarregam os amplos arcos quebrados, de duas arquivoltas, dos vãos que se rasgam para as naves laterais; dez colunelos, dois torais e quatro das arquivoltas de cada arco rasgado sobre as laterais, embebem-se então nos pilares, poliedros compósitos de planta octogonal, conseguida pela inscrição de um quadrado sobre dois rectângulos perpendiculares e secantes; trifório contínuo acompanhando os braços do transepto, abrindo-se em varandins de quádruplo mainel e arcos de volta perfeita, com fortes e atarracados colunelos de baixos capitéis fitomórficos; naves laterais de seis tramos, cobertas de abóbadas de arestas de ogivas e arcos torais descarregando nos pilares centrais e em colunelos embebidos nas empenas laterais; estas são rasgadas por amplas e profundas frestas de arco redondo.

Fontes:

Igreja de São João Baptista

VILA DO CONDE (Portugal): Igreja de São João Baptista, matriz de Vila do Conde.
VILA DO CONDE (Portugal): Igreja de São João Baptista, matriz de Vila do Conde.

Cerca de 1496 foi ordenado que se edificasse uma nova igreja no Campo de São Sebastião, cuja obra ficou a cargo do mestre biscainho João Rianho.
Durante a sua peregrinação a Santiago de Compostela em 1502, D. Manuel I ficou hospedado em Vila do Conde, e no regresso da viagem enviou uma carta para a edilidade local onde concedia financiamento à obra e enviava uma planta com a traça do novo templo.
De planta em cruz latina, composta por três naves de diferentes alturas e cabeceira tripla, a Matriz de Vila do Conde repete o módulo das hallenkirchen manuelinas, de que fazem parte, entre outros, os templos de Freixo de Espada à Cinta, Arronches, ou Azurara (LEITE, 2005, pp. 103-104).
O grandioso portal axial trilobado, obra de João de Castilho, profusamente ornamentado, ladeado por contrafortes e pináculos com cogulhos vegetalistas, dá “um novo tom à edificação” manuelina, sendo o seu modelo repetido no templo de Azuaga, perto de Badajoz (PEREIRA, 1995, pp. 67-68).
Do lado esquerdo da fachada, João Lopes o Moço ergueu em 1573 a torre sineira quadrangular (REIS, 2000, p. 166), cuja maciça estrutura pouco ornamentada e excessivamente vertical sobressai no ritmo da frontaria.

Fonte: IGESPAR

Mosteiro de Pombeiro

FELGUEIRAS (Portugal): Mosteiro de Pombeiro
FELGUEIRAS (Portugal): Mosteiro de Pombeiro

O famoso mosteiro beneditino de Pombeiro conta já com mais de um milénio de história, pois já existia em 853 e perdurou até à extinção das ordens religiosas pelos liberais em 1834. A igreja mantém fundamentalmente a estrutura românica (século XII), embora profundamente alterada nos séculos XVII e XVIII. O grandioso pórtico românico, com cinco arquivoltas e dez capitéis historiados, está encimado por uma rosácea, ornada de círculos tangentes ao grande círculo central, e flanqueado por torres que datam da reconstrução barroca.
Das antigas instalações restam hoje a igreja e duas moradias.

Esculturas da fachada de Nossa Senhora da Oliveira

GUIMARÃES (Portugal): Esculturas da fachada de Nossa Senhora da Oliveira.
GUIMARÃES (Portugal): Esculturas da fachada de Nossa Senhora da Oliveira.

Esculturas da fachada de Nossa Senhora da Oliveira a encimar o portal, onde assenta o janelão cego, em pedra de Ançã, com cinco arquivoltas decoradas por círculos enlaçados e anjos coroados por baldaquinos rendilhados que servem simultaneamente de mísula à figura seguinte, sobre pé direito com duas ordens de três estátuas, de cada lado, inscritas em nichos de arco trilobado com gablete e alfiz decorado. Na primeira ordem, figuras de corpo inteiro encimadas por cabeças humanas e, na segunda, bustos de frades e anjos segurando livros com inscrições.