MEIS (Espanha): Absides escalonadas do Mosteiro de Armenteira (1168).
A cabeceira é de proporções monumentais formada por três absides escalonadas. O grande tamanho das absides, em silharia granítica, oferecem um aspeto maciço e quase de caráter militar. As habituais colunas foram aqui substituídas por robustos contrafortes e as frestas não possuem colunas nem molduras. A cachorrada é também muito simples.
O Mosteiro de Armenteira é um dos melhores expoentes do românico galego, ainda que o passar dos séculos tenha inevitavelmnete deixado marcas de diferentes estilos arquitectónicos no edifício. Nas suas origens, o templo pertenceu à ordem de Cister e julga-se fundado por Ero de Armenteira em 1168. Na fachada, do século XII, destaca-se o portal rodeado por seis arquivoltas, apoiadas em colunas com capitéis decorados com motivos vegetalistas.
Os vitrais representam a expansão e consolidação definitiva da arte gótica em toda a Europa. Constituem-se como uma nova expressão artística, uma espécie de ‘pintura’ monumental, contrariamente aos vitrais românicos que tinham de se adaptar às estreitas frestas e janelas impostas pela arquitetura
Na catedral de Barcelona os vitrais localizam-se no Presbitério. As mais antigas são do século XIV de autoria anónima. A da foto pertence provavelmente a Nicholi de Maraya, inícios do século XV, um belo expoente do gótico internacional.
As obras do coro capitular começaram em 1390 sob o mandato do bispo Ramon d’Escales. As paredes foram feitas por Jordi de Déu, com mísulas representando profetas do Antigo Testamento. O cadeiral ficou a cargo de Pere Sanglada, tendo como ajudantes Pere Oller e Antoni Canet. Os medalhões, dos apoios braçais, têm as esculturas mais interessantes, com temas variados como: cenas de dança, jogos e música entre outras. Contrariamente ao esperado, os religiosos são os menos representados.
Os trabalhos no cadeiral prolongam-se até ao século XVI. Em 1459 são acrescentadas 48 cadeiras da autoria de Matías Bonafé. Em 1483 o alemão Michael Lochner inicia os trabalhos de talha dos dosséis em forma de pináculos, que serão terminados em 1497, já após a sua morte. Em 1519 Joan de Burgunya foi encarregado de pintar a heráldica dos 64 lugares junto à parede do cadeiral.
BARCELONA (Espanha): Interior do zimbório da catedral.
O zimbório, desenhado pelo arquitecto August Font e Carreiras, tem uma altura de 70 metros e foi construído entre os anos 1906 e 1913. O coroamento exterior do zimbório conclui com a imagem de Santa Elena, mãe de Constantino, que segundo a lenda reencontrou a Vera Cruz.
As naves circulares unem-se em charola, passando por trás do presbitério e formando um arco semicircular, onde se alojam novas capelas; acima destas capelas temos grandes vitrais e um falso trifório de onde se pode ver as chaves de volta a uma distância de uns três metros.
Em baixo, o altar-mor consagrado no ano 1337 pelo bispo Ferrer Abeja (1335-1344). Ao fundo e a altura média das colunas centrais pode-se ver a imagem da exaltação da Cruz rodeada por seis anjos, do escultor Frederic Marinho e Deulovol, realizada no ano 1976.
BARCELONA (Espanha): Cripta de Santa Eulália, padroeira de Barcelona (Catedral).
A cripta encontra-se situada debaixo do presbitério da catedral de Barcelona e a sua construção deve-se a Jaume Fabré, em princípios do século XIV.
A sua entrada é feita por uma ampla escada debaixo de um arco quase plano, ornado ao centro com o retrato de um bispo, que parece ser Ponç de Gualba, sob o mandato do qual se construiu esta cripta, e ao seu redor grupos de pequenas cabeças de personagens da época.
A cripta está dividida em doze arcos que vão todos convergir a uma grande chave de volta central, que representa a Mãe de Deus com o Menino Jesus que lhe coloca o diadema do martírio a Santa Eulália. Foi acabada no ano 1326, ainda que a transladação dos restos da santa se tenha feito apenas em 1339.
O sarcófago de alabastro, do escultor Lupo dei Francesco, encontra-se exposto a seguir à mesa do altar, no centro da cripta, sustentado por oito colunas de estilos diferentes com capitéis coríntios dourados. A tampa e os lados do sarcófago estão preenchidos com cenas do martírio de Santa Eulália. Nos quatro ângulos superiores há anjos-luz e ao centro uma Virgem com Menino. Na parede do fundo, guarda-se o seu antigo sepulcro do século IX, junto com uma inscrição do ano 877 sobre o achado das relíquias. A transcrição das placas diz o seguinte: Aqui repousa Santa Eulália, mártir de Cristo, que sofreu na cidade de Barcelona, sob a presidência de Dacia, no dia segundo dos idos de fevereiro e foi encontrada pelo bispo Frodoí, na igreja de Santa Maria o (…) das calendas de novembro. A Deus obrigado.
A presença de uma cripta não é habitual nas catedrais góticas, mas considera-se que em Barcelona optou-se por manter a organização da catedral românica, que tinha no mesmo lugar a cripta com o sepulcro de santa Eulália.
BAIONA (Espanha): Rosácea românica da igreja de Santa Maria.
Os vitrais da rosácea são já de um período muito mais recente. Destaque para a caravela “Pinta”, o primeiro dos barcos de Cristóvão Colombo, capitaneada por Martín Alonso Pinzón, a regressar à Europa.
BAIONA (Espanha): Interior da Igreja de Santa Maria de Baiona.
Apesar de ter sido erguida na segunda metade do século XII, foi quase totalmente reconstruída no século XIV, daí que aquilo que apreciamos hoje é um estilo românico de transição ou românico-ogival com influências cistercienses, já que foram os monges cistercienses do mosteiro de Oia que terminaram a sua construção. A sua planta é basilical em cruz latina, com três naves que rematam em três absides. O altar-mor é barroco (1726), obra de Antón del Villar.
BAIONA (Espanha): Igreja de Santa Maria de Baiona.
De aspecto fortificado e estilo românico de transição, a Igreja de Santa María de Baiona construiu-se no século XIII e foi considerada Colegiata desde 1482 a 1850.
Está dividida em três naves, com os seus correspondentes pórticos rectangulares. A nave principal lembra o estilo cisterciense do mosteiro de Santa María de Oia. Dois pilares envolvem a porta da fachada, formada por três pares de colunas, tímpano liso e espirais. As janelas são românicas e possui na fachada uma bonita rosácea românica. Em 1841 deslocaram para o átrio vários cruzeiros de diferentes estilos dispersos pelas ruas da vila.