ÁVILA (Espanha): Tímpano do portal dos apóstolos da catedral.

ÁVILA (Espanha): Tímpano do portal dos apóstolos da catedral.

No tímpano do chamado portal dos Apóstolos, da catedral de Ávila, representa-se o Pantocrator como tema central, dentro da mandorla, com duas filas de anjos nos lados, guardadores do Senhor e carregando os símbolos da Paixão. O tímpano encerra com a coroação da Virgem, sendo o próprio Cristo encarregado de colocar a coroa na Mãe. As figuras do dintel representam cenas de difícil interpretação (reconhece-se o Lavatório e a cena de Cristo em casa de Leví). As arquivoltas estão preenchidas com os anciãos do Apocalipse, santos a ler, a ressurreição dos mortos, composições protagonizadas por demónios, monjas e eclesiásticos.
Nas jambas representam-se os apóstolos (seis de cada lado).

TOLEDO (Espanha): Esculturas da porta do Perdão da catedral.

TOLEDO (Espanha): Esculturas da porta do Perdão da catedral.

As esculturas são de grande qualidade, podendo considerar-se um dos melhores conjuntos hispano-flamencos, ainda que a iconografia e estilo sejam algo conservadoras.

TOLEDO (Espanha): Fachada principal da catedral.

TOLEDO (Espanha): Fachada principal da catedral.

A Catedral de Toledo é uma das três catedrais góticas espanholas do século XIII, sede da Arquidiocese de Toledo, sendo considerada a obra magna desse estilo no país. Foi construída de 1226 a 1493 e foi projetada a partir da Catedral de Bourges. O longo período de construção explica a mistura de estilos: no exterior é puro gótico francês, enquanto o interior tem motivos decorativos tipicamente espanhóis como o mudéjar e o plateresco.
A principal fachada tem três portas: a Puerta del Perdón, a Puerta del Juicio Final e a Puerta del Infierno. A primeira tem esse nome porque costumava-se garantir as indulgências para aqueles que por ela entravam para pedir perdão. Hoje é aberta somente em ocasiões especiais. A terceira contém apenas decorações florais. Era usada para a procissão do Domingo de Ramos.

SEGÓVIA (Espanha): Torre da catedral.

SEGÓVIA (Espanha): Torre da catedral.

A torre, de planta quadrada, tem 88 metros de altura e, na altura em que foi construída, foi a mais alta de Espanha. A sua construção é em estilo gótico e terminava com um capitel de madeira (mogno) trazida da América. Todavia, este foi destruído por um raio em 1614, pelo que o arquiteto Mugaguren colocou em seu lugar uma cúpula em estilo herreriano e baixou a sua altura em 12 metros.

SEGÓVIA (Espanha): Claustro da catedral.

SEGÓVIA (Espanha): Claustro da catedral.

O claustro situa-se no lado sul da catedral, é uma obra do gótico flamejante do século XV de Juan Guas, encomendada pelo bispo Arias Dávila.
Tem uma base quadrada. As galerias têm uma altura de 5,25m cobertas com abóbadas de cruzaria simples, à exceção de uma.
No claustro podemos encontrar diversas capelas e no centro do pátio temos um poço. É também no claustro que se encontra sepultado o arquiteto da catedral Rodrigo Gil de Hontañon.

SEGÓVIA (Espanha): Catedral de Segóvia.

SEGÓVIA (Espanha): Catedral de Segóvia.

A Catedral de Santa Maria de Segóvia, conhecida como a Dama das Catedrais, devido às suas dimensões e à sua elegância, é uma catedral construída entre os séculos XVI e XVIII, de estilo gótico com traços de renascentismo. Juntamente com a Catedral Nova de Salamanca, é a montra do gótico mais tardio em Espanha.

SALAMANCA (Espanha): Catedrais.

SALAMANCA (Espanha): Catedrais.

Salamanca é um dos poucos lugares do mundo católico que tem duas catedrais. Várias igrejas, sim, mas duas catedrais não costuma acontecer. A catedral velha está a par da catedral nova, no bairro antigo da cidade espanhola. De estilo gótico, levaram quase dois séculos em construí-la: desde o séc. XVI até XVIII. Integra-se muito bem com o resto do centro velho de Salamanca, a sua universidade centenária, e as suas ruas cheias das conchas douradas que orientam os peregrinos de Santiago.

BARCELONA (Espanha): Coro capitular da catedral.

BARCELONA (Espanha): Coro capitular da catedral.

As obras do coro capitular começaram em 1390 sob o mandato do bispo Ramon d’Escales. As paredes foram feitas por Jordi de Déu, com mísulas representando profetas do Antigo Testamento. O cadeiral ficou a cargo de Pere Sanglada, tendo como ajudantes Pere Oller e Antoni Canet. Os medalhões, dos apoios braçais, têm as esculturas mais interessantes, com temas variados como: cenas de dança, jogos e música entre outras. Contrariamente ao esperado, os religiosos são os menos representados.
Os trabalhos no cadeiral prolongam-se até ao século XVI. Em 1459 são acrescentadas 48 cadeiras da autoria de Matías Bonafé. Em 1483 o alemão Michael Lochner inicia os trabalhos de talha dos dosséis em forma de pináculos, que serão terminados em 1497, já após a sua morte. Em 1519 Joan de Burgunya foi encarregado de pintar a heráldica dos 64 lugares junto à parede do cadeiral.

BARCELONA (Espanha): Interior do zimbório da catedral.

BARCELONA (Espanha): Interior do zimbório da catedral.

O zimbório, desenhado pelo arquitecto August Font e Carreiras, tem uma altura de 70 metros e foi construído entre os anos 1906 e 1913. O coroamento exterior do zimbório conclui com a imagem de Santa Elena, mãe de Constantino, que segundo a lenda reencontrou a Vera Cruz.

BARCELONA (Espanha): Cabeceira da Catedral.

BARCELONA (Espanha): Cabeceira da Catedral.

As naves circulares unem-se em charola, passando por trás do presbitério e formando um arco semicircular, onde se alojam novas capelas; acima destas capelas temos grandes vitrais e um falso trifório de onde se pode ver as chaves de volta a uma distância de uns três metros.
Em baixo, o altar-mor consagrado no ano 1337 pelo bispo Ferrer Abeja (1335-1344). Ao fundo e a altura média das colunas centrais pode-se ver a imagem da exaltação da Cruz rodeada por seis anjos, do escultor Frederic Marinho e Deulovol, realizada no ano 1976.

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