FELGUEIRAS (Portugal): Igreja de Santa Maria (matriz de Airães).

FELGUEIRAS (Portugal): Igreja de Santa Maria (matriz de Airães).

O pórtico, inserido num corpo avançado em gablete, apresenta quatro arquivoltas de arestas vivas e colunelos de capitéis e bases decorados, com fustes lisos, cilíndricos os interiores e os intermédios, prismáticos os exteriores.
As colunas apresentam bases decoradas com círculos, losangos e elementos vegetalistas, complementadas com garras e máscaras, fustes redondos à exceção de um, prismático, ornamentado com máscaras e capitéis, com padrões comuns à bacia do Sousa, com decoração de inspiração vegetalista, nomeadamente cogulhos, acantos e entrançados, já de feição protogótica.

 

SEGÓVIA (Espanha): Capitéis românicos no pórtico da Igreja San Martin (Séc. XII).

SEGÓVIA (Espanha): Capitéis românicos no pórtico da Igreja San Martin (Séc. XII).

SEGÓVIA (Espanha): Capitéis românicos das colunas do átrio da Igreja San Martin (Séc. XII).

SEGÓVIA (Espanha): Capitéis românicos das colunas do átrio da Igreja San Martin (Séc. XII).

SEGÓVIA (Espanha): Capitéis românicos das colunas do átrio da Igreja San Martin (Séc. XII).

SEGÓVIA (Espanha): Capitéis românicos das colunas do átrio da Igreja San Martin (Séc. XII).

SEGÓVIA (Espanha): Capitéis românicos das colunas do átrio da Igreja San Martin (Séc. XII).

SEGÓVIA (Espanha): Capitéis românicos das colunas do átrio da Igreja San Martin (Séc. XII).

LISBOA (Portugal): Capitéis do portal românico da Sé.

LISBOA (Portugal): Capitéis do portal românico da Sé.

A Sé, um dos monumentos medievais mais antigos de Lisboa, data da 2ª metade do séc. XII. Construída no reinado de D. Afonso Henriques, após a tomada de Lisboa aos mouros, situava-se dentro da Cerca Moura. Durante a Idade Média a Sé funcionou como um pólo de fixação religiosa, cívica e cultural. No adro e por vezes no seu interior funcionaram as reuniões dos homens-bons da assembleia municipal. Anexa, existia a Escola da Sé, que foi frequentada por Fernando de Bulhões, futuro Santo António. O Paço Episcopal situava-se no Claustro da Sé, junto ao Beco do Quebra-Costas.
O portal românico recolhido ao fundo da galilé, mostra arquivoltas semicirculares que assentam em colunelos reentrantes, deixando ver capitéis com relevos de motivos vegetalistas, geométricos e antropomórficos.

BARCELOS (Portugal): Colunelos e capitéis da Igreja de Santa Maria Maior, matriz de Barcelos.

BARCELOS (Portugal): Colunelos e capitéis da Igreja de Santa Maria Maior, matriz de Barcelos.

Apesar do aspecto geral românico, a matriz barcelense deve inserir-se já no período gótico, como o portal principal bem o evidencia. Portal axial profundo inserido em alfiz, precedido por escadaria que se desenvolve entre os contrafortes, em arco quebrado enquadrado por cinco arquivoltas quebradas e decoradas, assentes em impostas também decoradas. São suportadas por finos colunelos, redondos e prismáticos, à excepção da exterior que repousa sobre imposta, com bases e capitéis decorados com motivos fitomórficos e zoomórficos.

COIMBRA (Portugal): Pormenor dos capiteis superiores (janelão) da sé Velha em Coimbra.

COIMBRA (Portugal): Pormenor dos capiteis superiores (janelão) da sé Velha em Coimbra.

Os capitéis, arquivoltas e jambas do portal e do janelão são abundantemente decorados com motivos românicos com influências árabes e pré-românicas.
O aspecto mais notável da decoração românica da Sé Velha é o grande número de capitéis esculpidos (cerca de 380), que a converte em um dos principais núcleos da escultura românica portuguesa. Os motivos são entrelaços geométricos e vegetalistas de influência árabe ou pré-românica, assim como quadrúpedes e aves enfrentadas. Praticamente não há representações humanas, e não ha´ nenhuma cena bíblica. A ausência de figuras humanas é, talvez, consequência de os artistas serem moçárabes (cristãos arabizados) que se haviam estabelecido em Coimbra no século XII.

FAFE (Portugal): Detalhe dos capitéis da capela-mor da Igreja Românica de S. Romão de Arões

FAFE (Portugal): Detalhe dos capitéis da capela-mor da Igreja Românica de S. Romão de Arões

A capela-mor de planta rectangular, que apresenta nos panos murários vestígios de pintura mural, divide-se em dois tramos cobertos por abóbada de pedra apoiada em grossas colunas com capitéis ornados com motivos românicos como aves bebendo num vaso comum e animais devorantes.

ÉVORA (Portugal): Detalhe do portal principal.

ÉVORA (Portugal): Detalhe do portal principal.

O portal principal é já da década de 30 do século XIV, e constitui um dos mais impressionantes portais góticos portugueses, com um Apostolado em escultura de vulto da autoria de Mestre Pêro (de Coimbra), o principal nome da escultura gótica trecentista no nosso país.

COIMBRA (Portugal): Portal principal da igreja de Santiago.

COIMBRA (Portugal): Portal principal da igreja de Santiago.

O portal principal, de quatro arquivoltas, contou com a participação de artistas de alta capacidade artística junto a outros de menor talento. Aqui os capitéis contém vários motivos, tanto vegetalistas como animais, alguns derivados da Sé Velha de Coimbra, como o motivo das aves enfrentadas. As colunas do portal principal são também profusamente decoradas com relevos geométricos em forma de espiral e motivos vegetalistas.

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