O templo de Bravães é, com certeza, um dos mais importantes monumentos românicos portugueses.
No interior, a nave é corrida por friso enxaquetado, com quatro frestas ladeadas por colunas com capitéis e impostas decoradas por motivos vegetalistas e geométricos apoiando arcos plenos. Sobre o pórtico axial dupla arquivolta e tímpano com nó de Salomão, encimado por vão cego, possivelmente uma fresta. Cobertura em madeira. Arco triunfal decorado por friso com leões e folhas, colunas com capitéis e imposta corrida esculpida; bases com grifos. É ladeado por dois frescos representando Martírio de São Sebastião e a Virgem, de pé, com o Menino nos braços. Encima-o rosácea esculpida. Capela-mor percorrida por friso enxaquetado, com três frestas e cobertura de madeira.
PONTE DA BARCA (Portugal): Mosteiro de Bravães.PONTE DA BARCA (Portugal): Mosteiro de Bravães.
A igreja notabiliza-se, sobretudo, pelo «(…) seu portal, voltado a ocidente, constituído por cinco arquivoltas recamadas de motivos figurativos e geométricos(…). Os colunelos que sustentam as arquivoltas encontram-se, por sua vez, esculpidos de alto a baixo – nos capitéis, nos fustes e nas bases –,sendo de referir pela sua raridade no panorama do nosso românico, as figuras humanas que aparecem em dois fustes, frente a frente.
A igreja notabiliza-se, sobretudo, pelo «(…) seu portal, voltado a ocidente, constituído por cinco arquivoltas recamadas de motivos figurativos e geométricos, avultando, depois, no tímpano, o relevo do Cristo em majestade acolitado por dois anjos. Os colunelos que sustentam as arquivoltas encontram-se, por sua vez, esculpidos de alto a baixo – nos capitéis, nos fustes e nas bases –,sendo de referir pela sua raridade no panorama do nosso românico, as figuras humanas que aparecem em dois fustes, frente a frente.»
A Igreja ou Mosteiro de Bravães constitui, sem dúvida, uma das igrejas românicas mais interessantes da Ribeira Lima e um dos mais notáveis monumentos do concelho de Ponte da Barca. Tem planta longitudinal, composta por nave única e capela-mor rectangular, mais baixa e estreita, com sacristia anexa a Norte e Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas.
Ao que tudo indica, o primitivo mosteiro foi fundado por D. Vasco Nunes de Bravães, provavelmente ao redor de 1080, data apontada por Figueiredo da Guerra, há mais de cem anos, mas ainda não sujeita a crítica convincente, uma vez que, desse edifício, nada chegou aos nossos dias.
A obra do século XII, que se conserva na generalidade, não está isenta de problemas de datação e de identificação. Tem-se atribuído a promoção da campanha ao prior Egas Mendes, falecido em 1187 (e cuja lápide funerária se conserva na parede a ladear o portal Sul), mas desconhece-se por volta de que ano se iniciaram os trabalhos, nem se, em algum momento da segunda metade do século XII ou viragem para o XIII, o estaleiro se viu obrigado a paralisar. Ferreira de Almeida entendeu que, nas primeiras décadas de Duzentos, uma nova igreja reutilizou elementos da anterior, mas também é possível que os trabalhos tenham decorrido normalmente ao longo de mais de meio século, de nascente para poente e sem interrupções prolongadas.
À primeira fase de obras pertence o arco triunfal, datável dos meados do século XII. Os seus capitéis cúbicos, decorados com duas ordens de folhagem (melhor conseguido o do lado Norte), apresentam semelhanças com a cabeceira de São Cláudio de Nogueira, datada de 1145. As suas aduelas e os frisos da arcada e das impostas são também elementos que apontam para uma obra a rondar os meados do século, evidenciando o marco artístico bracarense da campanha.
A torre, de planta quadrada, tem 88 metros de altura e, na altura em que foi construída, foi a mais alta de Espanha. A sua construção é em estilo gótico e terminava com um capitel de madeira (mogno) trazida da América. Todavia, este foi destruído por um raio em 1614, pelo que o arquiteto Mugaguren colocou em seu lugar uma cúpula em estilo herreriano e baixou a sua altura em 12 metros.
O claustro é oriundo da antiga catedral, foi transladado pedra a pedra para o atual local. É uma obra do gótico flamejante do século XV de Juan Guas, encomendada pelo bispo Arias Dávila.
Tem uma base quadrada, na qual podemos encontrar diversas capelas e no centro do pátio temos um poço. É também no claustro que se encontra sepultado o arquiteto da catedral Rodrigo Gil de Hontañon.
SEGÓVIA (Espanha): Janelas do claustro da catedral.
O claustro é oriundo da antiga catedral, foi transladado pedra a pedra para o actual local.
As janelas têm 3,55m, divididas com sete mainéis. Sobre estes mainéis formam-se arcos com diversas combinações geométricas.
O claustro situa-se no lado sul da catedral, é uma obra do gótico flamejante do século XV de Juan Guas, encomendada pelo bispo Arias Dávila.
Tem uma base quadrada. As galerias têm uma altura de 5,25m cobertas com abóbadas de cruzaria simples, à exceção de uma.
No claustro podemos encontrar diversas capelas e no centro do pátio temos um poço. É também no claustro que se encontra sepultado o arquiteto da catedral Rodrigo Gil de Hontañon.
Os finais do século XV e as primeiras décadas do século XVI constituíram uma revolução política e económica em Espanha (conquista de Granada, unificação política e colonização de América) que permite a construção de um grande número de templos góticos muito tardios (gótico flamejante) que se cristaliza no estilo “isabelino” e que por vezes se funde com as primeiras manifestações renascentistas.
Também se constroem grandes catedrais neste gótico final, como as naves da catedral de Palencia, a catedral Nova de Salamanca e a de Segóvia.
A catedral de Segóvia foi construída entre 1525 e 1577 para substituir o templo românico que aí se encontrava.
O arquiteto responsável foi Juan Gil de Hontañón que traçou um templo de três naves com capelas laterais, cruzeiro e cabeceira semicircular com girola, rodeada de capelas radiantes.
O claustro é de 1470 e já estava adossado à antiga catedral românica. Foi transladado pedra a pedra para o seu novo local.