ÉVORA (Portugal): Portal manuelino da entrada da Igreja S. Francisco.
O duplo portal principal separado por mainel torso com 2 arquivoltas, de volta perfeita, e colunelos munidos de bases prismáticas e capitéis lavrados de motivos vegetalistas entrelaçados.O tímpano ostenta as armas de D. João II e de D. Manuel inseridas em molduras rectangulares dispostas escalonadamente.
ÉVORA (Portugal): Capela-mor da Igreja de S. Francisco.
A capela-mor, terminada no reinado de D. Manuel, mantém a cobertura de cruzaria ogival e as frestas primitivas, manuelinas, e as tribunas reais, em estilo renascença. É possivel, igualmente, vêr-se um monumental altar neoclássico, em calcário policromo, datado de 1773, esculpido em mármores alentejanos, na tradição clássica e executado a expensas do cónego António Landim Sande, que veio substituir o primitivo retábulo de pintura gótica, de Francisco Henriques e Olivier de Gand.
ÉVORA (Portugal): Interior da Igreja de São Francisco.
Igreja imponente, mandada edificar por D. João II, no séc. XV (1480-1510), sobre um templo gótico de três naves, foi concluída durante o reinado de D. Manuel I.
A igreja estrutura-se numa única nave de seis tramos com capela-mor e planta em cruz latina. A abóbada eleva-se a 24m de altura e cobre um amplo vão. É nervada, com cadeia e liernes, mas sem cruzamento de ogivas, incidindo as cargas em colunas adossadas que se apoiam em arcobotantes dissimulados entre as capelas laterais.
Apesar de ter sofrido posteriores remodelações, é considerada um exemplo bem representativo do estilo gótico-manuelino da região. Nesta obra trabalharam os mestres Martim Lourenço, Afonso de Pallos, os Arrudas, Pero de Trilho e Diogo de Torralva, além dos pintores régios, flamengos e portugueses, dirigidos por Francisco Henriques.