O majestoso zimbório da catedral de Burgos data do século XVI e é da autoria de Juan de Vallejo. O seu traçado é octogonal com dois pisos suportados por quatro gigantescos pilares, rematados no exterior por quatro agulhas espectaculares. Os seus numerosos pináculos e capitéis são de estilo plateresco. Por debaixo do zimbório encontra-se o túmulo de Rodrigo Diaz de Vivar – el Cid – e de sua esposa Jimena.
BURGOS (Espanha): Tímpano da porta da "Coronería" na Catedral
Porta de “Coronería”, ou Cordelería, ou Alta, ou dos Apóstolos. Foi terminada em 1250 e é da autoria de mestre Enrique. No tímpano está representado o Juízo Final, com Cristo no trono rodeado pela Virgem Maria e São João Baptista. Na parte inferior está S. Miguel a pesar as almas e a separar os justos dos condenados. O tímpano é rodeado por três arquivoltas com anjos e outras representações do Juízo Final.
As gárgulas, na arquitetura, são desaguadouros, ou seja, são a parte saliente das calhas de telhados que se destina a escoar águas pluviais a certa distância da parede e que, especialmente na Idade Média, eram ornadas com figuras monstruosas, humanas ou animalescas, comummente presentes na arquitetura gótica. O termo tem origem no francês gargouille, que vem de gargalo ou garganta, em Latim gurgulio, gula.
BURGOS (Espanha): Galeria dos Reis na fachada principal da Catedral.
A “Galeria dos Reis”, situada por cima da rosácea da fachada principal, mostra-nos oito estátuas de reis coroados, de grande riqueza escultórica. Estes, estão enquadrados por arcos agudos com quadrifólios.
As opiniões dividem-se sobre quem representam estas figuras. Alguns autores identificam-nos como reis castelhanos, anteriores a Fernando III, o Santo. Outros, relacionam-nos com figuras bíblicas ligadas à Virgem Maria.
A origem desta construção remonta a inícios do século XIII quando o bispo D. Maurício é incumbido de ir buscar a noiva do rei Fernando II, a princesa Beatriz da Suábia. Esta longa viagem pela França e Alemanha, numa época em que estavam a ser construídas a maior parte das catedrais góticas, deve ter despertado no prelado o desejo de substituir a pobre catedral primitiva de Burgos, por um monumento digno de ser a principal igreja de Castela. Inaugura-se, desta forma, uma das realizações máximas do gótico hispânico, caracterizada por uma nova profusão ornamental que se vai desenvolver ao longo dos séculos. Foi ampliada com o claustro e numerosas capelas, entre as quais se destaca a do Condestável (séc. XV) e da Santa Tecla (séc. XVIII). As agulhas da fachada principal datam do séc. XV e o zimbório do séc. XVI.
BURGOS (Espanha): Catedral (fachada
O desenho da fachada principal está relacionado com o mais puro gótico francês das catedrais de Paris e Reims. A construção articulou-se em duas partes. Primeiro, foram erguidas as três naves, o transepto e a capela-mor com deambulatório e capelas radiais, projectadas por arquitectos locais que se basearam em exemplos franceses, sobretudo no modelo de Bourges. De seguida, no decorrer do século XV, é edificada a fachada, com dois altos pináculos requintadamente lavrados.
Infelizmente, no século XVIII, as esculturas góticas dos portais da fachada principal foram retiradas e substituídas por estas portas em estilo neoclássico.
Do castelo medieval, de meados do séc. XIII, sobreviveu apenas parte da muralha e a Torre de Menagem. É uma torre airosa e bonita, da altura de um edifício moderno de oito a nove andares. Nas paredes, lisas e quase sem decoração, há algumas seteiras, em geral bastante estreitas. Há também, na fachada voltada para leste, varandas, em madeira. O topo da torre esta rodeado por merlões e ameias. Nos cantos, tem pequenos balcões, semicirculares, suportados por matacães.
Internamente é dividida em rés do chão (cisterna) e mais três pavimentos com tecto em abóbada de berço.
O claustro da catedral de Tui foi construído na segunda metade do século XIII, em estilo gótico cisterciense. É o único medieval que resta nas catedrais galegas. Foi restaurado em 1408 devido ao perigo de ruína num dos muros, altura em que se integraram novos elementos góticos e se iniciou a construção das torres defensivas que deu o carácter de fortaleza a este templo.
A pesada estrutura granítica da Catedral esmaga-nos, tanto mais que algo nos desconcerta ao identificarmos claramente o estilo românico – à semelhança de Santiago de Compostela, mas de uma dimensão mais próxima de uma Sé Velha ou Sta. Cruz de Coimbra – com um remate de abóbada claramente gótico. Como a estrutura original não estava concebida para tamanhas alturas, rapidamente se improvisaram soluções para estabilizar o edifício que ameaçava ruir com o peso da abóbada. À falta dos arcobotantes típicos do gótico, utilizaram-se uns tirantes entre os pilares que suportam a abóbada. Estes foram aplicados ao longo dos séculos, sendo o último do séc. XVIII.
Situado na fachada oeste, com iconografia de meados do século XIII. Tem oito pares de colunas com estátuas de São João, São Pedro, Isaías, Moisés, Daniel, Jeremias (ou talvez Berenguela) e Fernando I (ou Fernando II) e Urraca de Portugal.
No tímpano desta fachada podem ser contempladas as seguintes cenas:
* Adoração dos Pastores (num plano inferior).
* No centro, os Reis Magos levam presentes a Jesus.
* Representação da Jerusalém celeste.
A Catedral de Santa Maria de Tui está situada na cidade de Tui, na Galiza. A construção da catedral foi iniciada no século XI, em 1095, pois aparece mencionada nos documentos de doação aos condes de Borgonha, Raimundo e Urraca, e foi terminada em 1180, em plena época do estilo românico. Neste estilo conserva-se a planta, a portada norte e a iconografia dos capitéis. A sua influência estendeu-se a toda a região do Minho, galego e português, que se reflete nas inúmeras igrejas paroquiais e monacais. Também contém elementos de estilo gótico na fachada principal, datada aproximadamente de 1225, o que aponta para que esta seja a primeira construção de estilo gótico de toda a Península Ibérica.
A catedral é o máximo expoente do património artístico de Tui. Situa-se na parte mais alta da cidade, na coroa do antigo castro de Tide, que deve ter existido antes do início da era cristã.